Este blog coletivo é um projeto experimental que vai ser testado no período de 09/06/2006 até 10/07/2007. A idéia é publicar textos, em formato de posts, sobre o Mundial da Alemanha. Esses comentários serão feitos por uma seleção de especialistas de vários segmentos de mercado e áreas do conhecimento, parte deles está no Brasil e outros, ainda, estão no exterior.


Tempestade cancela festa, mas não estraga clima da Copa

Por SANDRA MEZZALIRA GOMES
De Berlim

"Football for a better World. From Germany to South Africa" (Futebol por um mundo melhor. Da Alemanha para a África do Sul). Este era o slogan do evento que seria realizado nesta sexta-feira, dois dias antes da final em Berlim, em frente ao Portão de Brandenburgo, encerrando este 18° Torneio Mundial de Futebol e já de olho no 19° Campeonato, em 2010, na África do Sul.
Ivete Sangalo era uma das atrações esperadas na Fan Meile de Berlim, ao lado de Xavier Naidoo und Wir sind Helden, Die Fantastischen Vier, Youssou N'Dour (Senegal), Freshly Ground (África do Sul) e Sean Paul (Jamaica) numa festa de confraternização entre Alemanha, África e o mundo.
A tempestade que começou por volta das 17 horas, acabou com a festa, programada para às 18. Durante quase duas horas, choveu forte com direito a muitos relâmpagos e trovoadas. Estava então registrando a exposição „Tropicália" na Casa das Culturas do Mundo (Haus der Kulturen der Welt), onde mais tarde Naná Vasconcelos, nascido em Recife, mostrou seu trabalho com percussão e jazz.
Tinha me credenciado para o show do inglês James Blunt, que deveria começar às 18:15, na Mini-arena Adidas. Ao andar o trecho de alguns metros, não apenas fiquei ensopada como tive até medo já que lembrava de uma tempestade em 2001 em Berlim, que deixou muitos estragos e até mortos. Vivi um dos momentos mais angustiantes ao caminhar com dificuldade sob a enxurrada, com o vento virando e quebrando meu guarda-chuva, tentando proteger meu equipamento e rezando para o vendaval não piorar.
Quando finalmente cheguei à porta da mini-arena, o rapaz me avisou que a entrada está suspensa e só „São Pedro" sabia se haveria ou não o concerto. Sugeriu então que eu caminhasse até a entrada do Parlamento (Reichstag), onde avistava uma multidão aglomerada para se abrigar contra a água.
Sem escolhas, andei mais alguns metros para me juntar ao povo e, ao subir a escadaria de um dos prédios mais importantes do governo alemão, mais uma cena surreal para minha coleção: um sanfoneiro com chapéu da seleção alemã animava os "refugiados da chuva" com canções populares como "Que será, será, whatever will be", "La cucaracha", "My Bonnie is over the ocean", além de várias músicas alemãs bem estilo "Oktoberfest". Uma verdadeira festa ali, embaixo da tempestade, arrancando aplausos e risos de pessoas das mais variadas nacionalidades "vítimas" do tempo naquele momento, mostrando mais uma vez como a vida é mais fácil quando se encara com humor. Os mais animados cantaram e dançaram, outros fotografaram, fato é que, quando a chuva diminuiu, todo mundo pode voltar a rotina com a alma lavada.
O show de Blunt foi realizado com atraso, quase 21:30, mas valeu a pena. Não conhecia muito bem o trabalho deste inglês que começou a cômpor quando entrou para o exército e presenciou a guerra no Kosovo. O evento oficial para mostrar e pedir a fraternidade entre os povos não aconteceu. Mas ficou ali, na festa improvisada em frente do Reichstag, uma prova de que esta confraternização existe sim, só depende de cada um.



 Escrito por mestres da copa às 22h41 [] [envie esta mensagem]






Só queremos que os deuses da seleção sejam mortais como nós

 

Wendel Caballero de Mello

 

Não importa a seleção, o país, a escola futebolística, a tradição em mundiais, os títulos conquistados pela equipe, todos os torcedores, críticos, a opinião pública no geral, desejam apenas uma coisa destes deuses da bola, que eles sejam mortais, que sintam a mesma dor, a mesma alegria, os mesmos sentimentos que nós aqui da terra, pessoas de carne e osso, sentimos após uma derrota ou uma bela vitória.

 

É isso que percebi ao presenciar as reações dos torcedores após as derrotas de suas seleções neste Mundial. O momento seguinte ao apito do árbitro se via uma sincronia nas emoções dentro de campo e fora delas. A dor e o choro dos jogadores eram repetidos por milhares de torcedores nos estádios e em seus países.

 

Neste momento, todos eram apenas um corpo, uma nação, um sentimento, uma dor, mas também um único pensamento: o da certeza de terem feito o que era possível. E foi assim que os holandeses, ingleses, argentinos, alemães, ucranianos, ganenses, australianos e outros povos, vivenciaram suas despedidas da Copa.

 

O choro visível de Cambiasso e as lágrimas contidas, mas vistas, nos olhos de quase todo time argentino, inclusive do técnico José Pekerman, foram capazes de encobrir até as falhas táticas do treinador e os erros cruciais dos atletas dentro de campo. Tudo porque cada torcedor sabia que pode ter faltado alguma coisa para vencer, menos vontade e espírito de luta.

 

Brasil fora da realidade

 

Por tudo isso, mais uma vez o discurso da seleção brasileira, há anos tão distante do povo brasileiro, esteve tão desafinado com os seus torcedores. Enquanto Parreira e atletas falavam que a frustração do povo se devia à expectativa que ele tinha sobre o Brasil dar show a cada jogo, todo brasileiro queria apenas uma coisa da equipe nacional: espírito de luta.

 

Cada torcedor queria apenas que estes craques do olimpo da bola, estes milionários, estes bem abençoados profissionais, mostrassem-se como humanos na hora da derrota. Caíssem na terra, mostrassem a mesma dor que cada brasileiro mostrava nas arquibancadas e por todo canto do país e do mundo.

 

No fundo, em todo planeta, as únicas coisas cobradas de uma equipe são: luta, alegria e o orgulho de representar a nação, na vitória ou na derrota.

 

 Escrito por mestres da copa às 17h39 [] [envie esta mensagem]






Retrospectiva da Copa - Parte1

O legado da Copa da Alemanha

 

Por Anderson Gurgel

De São Paulo

 

Neste fim de semana, a bola ainda rola na Alemanha. Será a rodada derradeira, onde acaba da 18ª Copa do Mundo de Futebol. Os jogos de sábado, Alemanha e Portugal, e de domingo, França e Itália, valerão respectivamente a primeira e terceira colocações. A saída precoce do Brasil, ainda nas quartas-de-final, após a derrota para o time francês, contudo, já abriu o período de balanço para as estratégias adotadas em mídia e marketing para essa competição. Acredito que essa edição da competição vai deixar grandes lições tanto para o mundo dos negócios quanto para o staff responsável pela equipe verde-amarela. Se ainda não sabemos quem será a campeã, já podemos dizer, contudo, que esse mundial registra alguns vitoriosos.

 

Tanto é assim que especialistas em arquitetura esportiva apontam o sucesso conquistado pelos donos da casa no quesito estádios. Realmente não há como negar que as arenas desta Copa são um show e se tornam mais bonitas ainda porque sempre estão cheias de torcedores. Isso não foi conseguido por acaso. Em termos de investimento direto no espetáculo, somente na reforma e construção dos estádios foram aplicados 1,4 bilhões de euros (cerca de R$ 3,9 bilhões) nos 12 estádios do Mundial de 2006. Mas o investimento nas arenas esportivas não foi isolado. A Alemanha se preparou inteiramente para esse evento.

 

Recentemente lancei o livro “Futebol S/A: A Economia em Campo” e dediquei um capítulo exclusivo para entender a preparação da Alemanha para essa Copa do Mundo. O país-anfitrião vem se organizando há muitos anos para este grande evento. Foram investidos outros 3,4 bilhões de euros somente na infra-estrutura rodo-ferroviária. Nesse jogo pesado e que envolve muito dinheiro, o governo germânico não jogou sozinho, participou ativamente desse projeto a iniciativa privada. E, por isso, muitas empresas também já são vitoriosas.

 

Na área de turismo, por exemplo, o projeto prevê um pós-Copa audacioso e que porá a Alemanha no “top five” entre os destinos turísticos mundiais. Nas pesquisas para o meu livro, estava uma projeção do Dresdner Bank de que a renda turística daquele país terá um crescimento de 7%, chegando aos 25 bilhões de euros (R$ 69 bilhões) com o evento. Isso sem falar de geração de postos de trabalhos, aquecimento no varejo entre outros.



 Escrito por mestres da copa às 15h19 [] [envie esta mensagem]






Retrospectiva da Copa - Parte2

O legado da Copa da Alemanha

 

Por Anderson Gurgel

De São Paulo

 

Não é pouco e os alemães sabem disso. E, por isso, com o sucesso do evento até aqui, eles já tem muito que comemorar. Nesse grupo de “campeões precoces” do Mundial de 2006 também podem ser inseridos a Fifa e os seus patrocinadores. Ainda na primeira fase da competição, a Copa já batia recordes de audiência global, segundo especialistas da Casual Auditores. A partir de projeções, esses observadores indicavam, ainda no começo da competição, um aumento de mais de 20% no interesse dos telespectadores. E, com isso, estimavam que a edição alemã pode alcançar uma audiência acumulada de mais de 44 bilhões de pessoas em todo o mundo, extrapolando em 9% o resultado da edição anterior.

 

No caso do Brasil, tudo é derrota e, conseqüentemente, prejuízo? Creio que não. É obvio que a eliminação gerou um desaquecimento dos negócios da Copa quando deveria ser o auge, mas os meses que antecederam e o próprio começo do mundial geraram grande aquecimento na economia, principalmente na área de comunicação, onde o evento tem maior impacto. A previsão inicial era de que a Copa movimentasse cerca de R$ 3 bilhões em mídia, eventos e brindes. A derrota prejudicou a escalada final desse trabalho, mas não comprometeu todo o processo.

 

Ainda, muitos especialistas em negócios do esporte são unânimes em dizer que as derrotas têm a vantagem de impulsionar as mudanças. Se começarmos esse trabalho agora dá para “sobrar em campo” novamente muito antes de 2010 e conquistar, no continente africano, o sonhado hexacampeonato. Dentro disso, dois assuntos vieram à tona nessa semana: um deles é a ratificação, por parte da Fifa, do Brasil como candidato à sede do Mundial de 2014. Na contrapartida para que essa possibilidade se efetive, o presidente da entidade, já pressiona para um projeto claro para construção e reformas de estádios – quesito que, inegavelmente, a Alemanha deu um show.

 

Outro ponto que também promete esquentar nos próximos meses é o item direitos de TV da Copa da África. Na coluna de TV da “Folha de S.Paulo”, de anteontem, havia uma informação de que a Rede Record está se articulando para brigar contra o monopólio da Rede Globo na transmissão do maior evento do futebol mundial. No mercado comenta-se que a emissora líder do Brasil está com relações desgastadas com a Agência da Fifa que negocia os direitos de transmissão do Mundial, a Infront.  Isso ocorreu depois que houve uma pressão da empresa brasileira para renegociar o contrato de direitos dos jogos da Alemanha, reduzindo de US$ 240 milhões para US$ 80 milhões. Por isso, não há tempo para muito choro, tanto no jogo jogado quanto na disputa de mercado, o sucesso em 2010 começa agora.



 Escrito por mestres da copa às 15h18 [] [envie esta mensagem]






Futebol no Brasil e nos EUA - Parte1

Copa de 2006 – Uma análise geral e a participação canarinha

 

Por Lucas Maniezo

De Illinois, EUA

 

Uma Copa com pouco brilho, muito futebol defensivo, técnicos medrosos, poucas jogadas individuais e um futebol feio, mas vencedor. Assim se resume a Copa de 2006 e a participação das principais favoritas ao título

 

Foi-se o tempo em que jogar bonito era sinônimo de vitórias, e hoje em dia a beleza está em levantar o caneco. Como diz o ditado popular, “no futebol não tem mais bobo”, e quase todas as equipes da Copa de 2006 souberam se defender muito bem. Vimos equipes pequenas se tornarem pedras no caminho das grandes, como Trinidad e Tobago que quase avançou às oitavas de final, Equador que quase eliminou a Inglaterra, etc. Esse fenômeno não é de hoje, e há tempos vemos esse fato ocorrer pelo mundo. A equipe da Grécia foi campeã Européia de 2004 jogando na maior retranca possível, com um gol de escanteio na final.

 

O problema se dá quando as equipes grandes, as quais o público esperava ver dando espetáculo, adotam a mesma mentalidade e entram em campo retrancadas, com apenas um atacante, sem meias ofensivos, jogando apenas no erro do adversário e esperando pra ganhar o jogo numa falta ou escanteio. Isso infelizmente mata a beleza do futebol. Mas para a tristeza dos amantes do jogo bonito, isso ganha campeonatos.

 

Depois do sucesso do esquema tático 4-5-1 na Seleção Brasileira, muitas equipes o adotaram. A diferença é que o Brasil usava esse esquema com 2 ou 3 meias ofensivos e jogava um futebol atacando. Hoje as equipes entram com apenas 1 atacante e uma muralha defensiva no meio de campo pra jogar só no contra ataque. É um futebol triste de feio, mas que dá resultados. Só nessa Copa, perdi a conta do número de equipes que entraram pra jogar dessa forma, e muitas avançaram ou ainda estão na competição. Não estamos falando apenas das diversas equipes pequenas, mas sim das grandes como França, Inglaterra e Portugal.

 

O famoso jogo de contra ataques, irritando o adversário e esperando que ele cometa um erro. Essa foi a tônica da maior parte dos jogos dessa Copa, o que fez com que o nível das partidas caísse tremendamente, e logicamente até a média de gols por partida caiu drasticamente.



 Escrito por mestres da copa às 15h14 [] [envie esta mensagem]






Futebol no Brasil e nos EUA - Parte2

Copa de 2006 – Uma análise geral e a participação canarinha

 

Por Lucas Maniezo

De Illinois, EUA

 

O Brasil chegou na Alemanha com excesso de favoritismo e pouco futebol. Apesar dos talentos individuais inegáveis, o toque de bola da Seleção Brasileira – nossa maior arma – foi surpreendentemente péssimo desde o primeiro jogo, e equipes como Croácia, Austrália e Gana mantiveram mais posse de bola do que o Brasil quando nos enfrentaram. Uma diferença tremenda para a seleção de 2002, que mesmo com 10 homens em campo “colocou os ingleses na roda” e ficou tocando a bola de pé em pé até acabar o jogo.

 

Nesta Copa o Brasil esteve tão mal em termos de movimentação, que ficava difícil completar os passes, e deu no que deu, poucas chances criadas por jogo e um futebol pouco criativo e feio. Todos sabíamos desde o começo do torneio que a nossa maior fraqueza seriam as bolas paradas perto da área. Não levamos o gol nos jogos anteriores por sorte, porque todo cruzamento era um infarto, a bola passava pela área toda e ninguém tirava. Não tiro os méritos de nossa zaga que esteve perfeita com a bola no chão, mas novamente em comparação com a seleção de 2002 estávamos muito piores nos cruzamentos pelo alto.

 

Quando vi que enfrentaríamos a França, temi porque sabia que eles jogariam contra o Brasil da forma como eliminaram a eterna promessa das Copas Mundiais, os espanhóis. Retrancados, apenas com Henry lá na frente. Infelizmente, a França é a Grécia de 2004 melhorada, e tem jogadores de mais qualidade tanto na frente como na defesa. Crescendo na hora certa na competição, os franceses seriam mesmo páreo duro para nós, que caímos presa fácil na marcação implacável dos Les Bleus. A falta de criatividade e o marasmo de certos jogadores brasileiros eram de chorar! E deu o que temíamos, uma bola parada bem batida e 1x0 para a equipe que joga feio, mas ganha.

 

A nós brasileiros sobra a lamentação pela derrota sem ao mesmo ter tentado. Não chutar ao gol até os 80 minutos de uma quartas de final é mesmo pra mandar o time de volta pra casa. Não jogamos, não merecemos e não fomos time. Faltou técnico, faltou audácia, e faltou coração. Se a equipe se apresentou mal nos primeiros jogos, vamos fazer mudanças. Se tivéssemos o Felipão no banco garanto que a conversa teria sido outra, e com certeza quem entrou e jogou melhor (Brasil x Japão) estaria na equipe.

 

Bom, não adianta chorar, daqui a 4 anos tem mais...



 Escrito por mestres da copa às 15h13 [] [envie esta mensagem]






Grande Final

E viva a Itália!

Por Sandra Mezzalira Gomes
De Berlim

Mesmo não repetindo o espetáculo que deu no jogo contra o Brasil, quando desclassificou a seleção canarinho, o craque francês Zidane fez a diferença ontem ao marcar o único gol da partida de penâlti, no primeiro tempo contra a equipe portuguesa comandada pelo técnico brasileiro Felipe Scolari.

Agora, a Alemanha enfrenta Portugal no sábado na disputa do terceiro lugar. França e Itália brigam pela taça no domingo, às 21 horas, no 64° e último jogo desta 18° Copa do Mundo. Com meu passaporte italiano, claro que vou estar torcendo para vencermos os franceses.

Na Fan Fest em Berlim, o clima era de descontração ontem e, mesmo a derrota não impediu que os torcedores de vários países dançassem até a madrugada.
Hoje e amanhã são dias "livres de futebol", oportunidade para conferir os vários eventos culturais que estão sendo realizados na cidade, como a Copa da Cultura. Amanhã tem show gratuito de Ivete Sangalo e outras bandas alemãs na Fan Fest, show na mini arena da Adidas de James Blunt e na Casa das Culturas do Mundo (Haus der Kulturen der Welt), Naná Vasconcelos. O escritor Luís Fernando Veríssimo também estará apresentando seu trabalho em Munique nesta sexta-feira.

E para quem ainda não comprou os produtos da Fifa, o momento agora está mais propício. Das seleções que foram para a casa é possível encontrar promoções com até 50% de desconto. Tem de "bater perna" e pechinchar.

Boletins de ocorrência

A polícia procura um torcedor alemão que agrediu ontem um motorista de ônibus na linha M11 (de Schöneweide para Dahlem). O rapaz, entre 20 e 30 anos, loiro, cerca de 1,80 metros e magro, teria iniciado um diálogo ao se desculpar por ter apertado o botão para o ônibus parar e perceber que não era seu ponto.

Começou então a conversa que, ao chegar no tema futebol, gerou o comentário do motorista que o time alemão não teria jogado suficientemente bem. O passageiro, que vestia uma camisa da seleção anfitriã, tornou-se então agressivo, ofendeu verbalmente o motorista e, de repente, atingiu-o com uma garrafa de cerveja na cabeça fazendo-o perder o controle do ônibus, que bateu em um carro estacionado. O agresssor conseguiu fugir. O motorista passa bem.

Já na partida da Alemanha contra a Itália a polícia levou 45 pessoas que não souberam se comportar na Fan Meile para a delegacia. Três deles teriam sido presos por mostrarem o cumprimento de Adolf Hitler.



 Escrito por mestres da copa às 15h02 [] [envie esta mensagem]






Jürgen Klinsmann e a Reforma Alemã

 

Por Oliver Seitz

De Munique

 

Quando Jürgen Klinsmann assumiu a seleção alemã, ele assumiu também um desafio pessoal de transformar a tradição de um time que há tempos jogava um futebol tático e pragmático. Na visão do novo técnico, um dos mais bem-sucedidos atacantes da história do país, o time tinha a capacidade de jogar de uma nova maneira, mais bela e ofensiva. Alguns jornalistas alemães até sugerem que além de transformar o time, Klinsmann tinha o intuito maior de transformar a própria cultura alemã, notoriamente conservadora e pragmática, em algo mais belo e liberal. É claro que é sempre muito fácil querer mudar alguma coisa quando não se faz parte dela. Há tempos Klinsmann possui residência e trabalho fixos na Califórnia, Estados Unidos, que fica a um oceano e um continente de distância da Alemanha.

 

Talvez por morar tão longe e possuir tantas ambições, Klinsmann foi inicialmente visto com uma certa desconfiança pelos seus conterrâneos. Contava contra ele também o fato de jamais ter trabalhado como treinador previamente. O seu desempenho inicial dentro de campo também não era dos mais reconfortantes, mas era fato consumado que era ele quem comandava as ações da seleção, e os alemães ou aceitavam as mudanças, ou teriam uma nova troca de técnicos restando pouco tempo para o início da Copa do Mundo. Klinsmann ficou, e as mudanças começaram a acontecer.

 

Aos poucos, os alemães foram se identificando com a nova seleção e, principalmente, com o técnico. Sabia-se que a geração de jogadores não era das melhores, e talvez por isso as atenções estivessem tão concentradas em quem os comandava. A Copa do Mundo começou, os resultados apareceram, e de repente a Alemanha se viu tomada por uma onda de otimismo e patriotismo como poucas vezes antes havia visto no período pós-guerra. Mais do que um evento, a Copa do Mundo oferecia uma boa desculpa para exacerbar o patriotismo contido, sem correr o risco de ser taxado como alguma manifestação de extrema direita.

 

A cada resultado positivo conquistado, mais as listras tricolores da bandeira apareciam nas janelas, nos carros e nas roupas. Os alemães, embalados pelas performances e pela vantagem de jogar em casa, começavam a acreditar que podiam conseguir alcançar uma posição respeitosa. Curiosamente, entretanto, os cânticos da torcida que eram repetidos nos dias dos jogos poucas vezes mencionavam a possibilidade de serem campeões, mas objetivavam sempre alcançar a final, como, por exemplo, os exaustivamente cantados “Berlin, Berlin, wir fahren nach Berlin” (Berlim, Berlim, nós vamos a Berlim) e “Finale, ôô ô ô” (Final, ôô ô ô – sério).

 

Eis que chegaram as semifinais e o jogo contra Itália. Com a confiança em alta, os alemães se preparam para seguir a música, vencer a partida e ir de fato a Berlim. Algumas ofensas, mas não muitas, são reservadas aos italianos. Nada de inesperado, levando-se em conta o conturbado histórico – não apenas futebolístico – da relação entre os dois países. Milhões de alemães assistem aos jogos nos diversos telões públicos espalhados pelo país. O otimismo, a expectativa e a tensão são altos. Será um clássico, todos dizem.

 

No telão da FIFA instalado no Parque Olímpico de Munique, milhares não sabem se agitam suas bandeiras, se prestam atenção no jogo, se ficam de pé, se ficam sentados, se bebem cerveja ou se respiram. À medida que o jogo se encaminha para o final, é possível perceber sinais de que o sonho da final pode não se concretizar. Alguns pensam que talvez “Ohne Deutschland fahre wir nach Berlin” (Nós vamos a Berlim sem a Alemanha). Na prorrogação, as mãos cerradas e o silêncio de milhares demonstram o nível da tensão. Quando Del Piero marca o segundo gol e sacramenta a vitória italiana, as mãos se abrem para se juntar em frente aos rostos, como quando se encara uma tragédia, e o silêncio da tensão se torna o silêncio da tristeza. A lua minguante visível logo acima do enorme telão cria uma atmosfera lacônica. A luz da imagem da tristeza dos jogadores alemães reproduzida pelo enorme aparelho ilumina as lágrimas de tristeza dos torcedores alemães. Uma única caneca plástica de cerveja é jogada em direção à imagem eletrônica da lamentação. Alguns poucos italianos comemoram na lateral. Uma caneca plástica é arremessada em direção a eles. Surge a imagem de Klinsmann e dos jogadores, e junto surgem os aplausos dos espectadores de Dortmund e de Munique, e provavelmente da maior parte de toda Alemanha. Não foi vergonha e não foi uma tragédia. A seleção jogou melhor e foi mais longe do que se imaginava. Há esperanças. Obladi, obladá, a vida continua.

 

No dia seguinte à derrota, a bandeira alemã ainda ornamenta os carros, as janelas e as lojas por onde quer que se olhe. A onda patriótica continua. Não há vergonha na derrota, tampouco o peso do fracasso no ar. Existe, sim, a satisfação de quem encarou um desafio e fez o melhor possível para superá-lo, um sentimento nacional que é fruto principalmente da renovação promovida por Jürgen Klinsmann. Ele pode ainda não ter reformado o seu país, mas certamente o deixou muito orgulhoso.



 Escrito por mestres da copa às 23h00 [] [envie esta mensagem]






ANÁLISE: PORTUGAL 0 X 1 FRANÇA

 

Por Fabio Cunha

De São Paulo

 

Considero esta a vitória da calma e do controle. Enquanto Portugal procurou o ataque a todo o momento, mas de certa forma desordenada, a França soube trabalhar a bola atacando sem desespero, conseguiu marcar um gol de pênalti e venceu.

A equipe portuguesa implantou uma forte marcação, o que possibilitou inúmeras roubadas de bola e erros franceses.

A França sempre tentou cadenciar o jogo e, praticamente, todas as ações ofensivas passaram nos pés de Zidane. O craque francês não foi tão brilhante quanto no jogo contra o Brasil, mas liderou “os azuis” de forma equilibrada.

A França implementou uma marcação atrás da linha do meio-de-campo (quase na linha 3), mas não foi uma marcação pressão e sim por zona.

A marcação em cima de Zidane foi implacável até a metade do primeiro tempo. Portugal relaxou e aos 33 minutos aconteceu o pênalti. O “maestro” Zizou bateu com categoria e converteu.

Portugal comandou as ações desde o começo do jogo. Ofensivamente a equipe esteve bem no primeiro tempo. No início trabalhou bem pelas pontas com Figo e Cristiano Ronaldo nas costas dos laterais franceses. Os dois levaram vantagem sobre os marcadores e criaram várias chances de gol.

O destaque da França foi o posicionamento defensivo, principalmente no segundo tempo. As funções estavam bem definidas e os jogadores de defesa anularam as principais ações ofensivas portuguesas, tanto que o zagueiro central Thuram, foi escolhido o melhor em campo pela FIFA.

No segundo tempo a equipe francesa jogou em cima do desespero português. A França ficou mais recuada e atacou somente na boa, sem pressa e com calma.

Novamente Portugal dominou a partida, mas o desespero tomou conta e as jogadas foram todas de improviso. O armador Deco foi a maior decepção do jogo. A volta ao meio-de-campo do luso-brasileiro era tida como uma das forças de Portugal, mas o jogador simplesmente sumiu da partida e não produziu nada de útil.

Felipão tentou de tudo, gritar, incentivar, mexer no time, mas nada adiantou e, infelizmente, Portugal não estará na final.

Não podemos deixar de louvar o trabalho francês. A equipe, que chegou desacreditada, fez uma campanha péssima na primeira fase, cresceu na hora certa, demonstrou méritos, principalmente táticos e chega a final com merecimento.

Que tenhamos uma final bem disputada e digna da grandiosidade do evento.

 



 Escrito por mestres da copa às 19h24 [] [envie esta mensagem]






ANÁLISE: ALEMANHA 0 X 2 ITÁLIA

 

Por Fabio Cunha

De São Paulo

 

Grande jogo, digno de uma semifinal de Copa e de duas equipes com tradição e camisa.

A Itália colocou uma marcação pressão alta até os dez primeiros minutos, depois mudou para uma meia-pressão. A Alemanha sempre implementou uma marcação meia-pressão. NO segundo tempo as equipes adotaram uma marcação pressão baixa, atrás da linha do meio-de-campo.

Apesar das duas equipes procurarem o gol, as defesas estiveram bem postadas. A defesa alemã fez bastante a linha de impedimento e, em alguns momentos, correu um certo risco. O jogo foi muito disputado no meio-campo.

A Itália joga muito em função do Totti, praticamente todas as ações ofensivas passam pelos seus pés. A Alemanha aposta em Ballack, mas o capitão alemão não é um craque e nesse jogo parecia até meio fora da partida, estava um pouco abaixo dos demais. O artilheiro Klose jogou muito fora da área, veio buscar muito o jogo e faltou um jogador para conclusão dentro da área.

A Alemanha mostrou mais vontade em vencer, mas perdeu muitas chances claras de gol. Enquanto os alemães iam com mais ímpeto ao ataque, os italianos procuraram cadenciar mais a partida, colocando o seu ritmo de jogo.

A prorrogação foi excelente, a Itália começou arrasadora chutando duas bolas na trave, depois a Alemanha teve algumas boas chances e no final, quando todos pensavam nos pênaltis, a Itália fez dois gols e decidiu a classificação. O goleiro italiano foi decisivo na prorrogação.

Apesar da derrota os alemães foram aplaudidos por sua torcida, pois como outras, caíram de pé, lutando até o final. Diferente do Brasil... mas não vamos voltar a esse assunto, seguimos falando de seleções e não catados.

Parabéns Itália e Alemanha pelo belo espetáculo.

 



 Escrito por mestres da copa às 13h45 [] [envie esta mensagem]






Alemanha perde

Por Sandra Mezzalira Gomes
De Berlim

A seleção anfitriã foi derrotada ontem por 2 a 0 pela Itália na prorrogação. Apesar da tristeza, os alemães e a imprensa local elogiaram a atuação dos "onze" e avisam que assim se pode perder.

Numa partida disputadíssima, faltou encontrar o gol do lado dos garotos de Klismmann, mas não faltou garra, nem vontade. Eles, que já tinham surpreendido por terem feito uma excelente campanha neste 18° Torneio Mundial de Futebol, foram aplaudidos no estádio em Dortmund e agora irão disputar o terceiro lugar no sábado, em Stuttgart, contra o perdedor do jogo de hoje.

O diário Berliner Zeitung desta quarta-feira ressaltou que a partida foi limpa, um grande espetáculo, o time merece os aplausos e soube aceitar a derrota. Pelé teria dito, ainda segundo o jornal, que este foi o melhor jogo da Copa a que ele assistiu.

Em Kreuzberg, no Café do Brasil, a maioria era pela Alemanha. Japoneses, angolanos, ingleses, brasileiros e, claro, alemães, vibraram do começo ao fim da partida que foi decidida no final dos 120 minutos (no fim da prorrogação de trinta minutos, quando todos achavam que a partida ia ser decidida nos pênaltis).

Foi impressionante constatar a torcida que, ao perder*, apesar da decepção com o final do sonho, ainda sabia ainda dar risada dos e com os italianos já que no fim, se tem alguém campeão desta Copa, é a própria Alemanha: promoveram uma festa maravilhosa, provaram para o mundo que não são o povo esteriotipado, como sempre foram vistos e ainda, que sabem reconhecer o talento do time que, mesmo sem estrelas como o Brasil, conseguiu brilhar neste Mundial. E como. Que conquiste agora pelo menos o terceiro lugar!

Hoje à noite, às 21 horas, a França enfrenta o Portugal de Felipão em Munique. A expectativa é de mais um show e a simpatia pelo time português, que nunca conquistou um título, é grande. Deixa a bola rolar...

*Um parêntesis: A primeira vez que constatei a tolerância dos torcedores alemães foi em 2002, na final, quando nos tornamos pentacampeões. Vencemos a seleção germânica e tomamos as ruas de Berlim para festejar. Sabem o que eles, que ficaram com o segundo lugar e os turcos, que estavam em terceiro, fizeram? Caíram no samba junto com os brasileiros. Fiquei encantada e me questionando se nós, aí no Brasil, reagiriamos da mesma forma na situação de perdedores...



 Escrito por mestres da copa às 08h38 [] [envie esta mensagem]






De olho na semi - Parte1

Portugal e França celebram a mestiçagem

 

Por Helena Jacob*

 

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Muitos já disseram que a Copa do Mudo virou uma “Eurocopa”. Com a saída de brasileiros e argentinos, sobraram as seleções daquele continente. Hoje, terminando as semifinais, se enfrentarão Portugal e França. Ontem, já se encontraram Alemanha e Itália. Mas será que essa edição do Mundial tornou-se, de fato, um torneio europeu no sentido literal, ou seja, uma competição formada somente por representantes natos e “puros” daquele continente? Acredito que não.

 

É bom lembrar que a pureza de raças definitivamente não existe e nessa semifinal – e, conseqüentemente na final, independente de quem chegar lá – isso fica ainda mais que claro. Vejam o caso exemplar do maior nome, até o momento, dessa Copa: Zinedine Zidane. Novamente, o carrasco do Brasil brilhou e levou seu país adiante na competição. Zizou, como é chamado por seus compatriotas, parece o francês típico, dono de uma elegância nata e de um jeito francês peculiar. No entanto, o seu estilo e beleza vêm do mesmo berço de onde saíram muitos dos jogadores da seleção portuguesa: o mundo árabe.

 

Zidane é filho de argelinos e um notório defensor de suas origens. E o time francês conta com dois astros negros, descendentes das colônias francesas pelo mundo: Thierry Henry e Viera. A diversidade da seleção do país da Marselhesa não causa estranhamento a antropólogos como François Laplantine, notório estudioso dos fenômenos da mestiçagem cultural. Mas a mesma diversidade causa repulsa a líderes da extrema-direita francesa, como Jean-Marie Le Pen, que afirmou que o povo francês não está representado pela sua seleção. Só se for um povo francês que apenas ele, em seus momentos de ódio racista, enxerga.

 

O mesmo pode ser dito sobre a seleção de Portugal. É bom lembrar que na nossa Pátria-Mãe, o sangue mestiço corre nas veias e na convivência diária de milhares de brasileiros, angolanos, moçambicanos e outros descendentes de suas ex-colônias que habitam o País. Mesmo assim muitos puristas lusitanos não gostaram da convocação de um brasileiro naturalizado português para a sua seleção nesta Copa: o jogador Deco. Como também tiveram ressalvas à mão-de-ferro do técnico Luiz Felipe Scolari, o Felipão, brasileiro que está se tornando uma referência nesses tempos.



 Escrito por mestres da copa às 00h39 [] [envie esta mensagem]






De olho na semi - Parte2

Portugal e França celebram a mestiçagem

 

Por Helena Jacob*

De São Paulo

 

Além de todo o processo antropológico e histórico que prova que Portugal e França são, sim, países com elementos notórios de mestiçagem. Isso se dá tanto pelas suas origens no processo de formação dos dois países, quanto na hibridização imposta pelos descendentes portugueses e franceses nas colônias americanas, africanas e asiáticas dos dois países. Por isso, devemos levar em conta a importância do jogo de hoje também pelo relacionamento entre essas duas nações nos dias de hoje.

 

Portugal teve momentos difíceis, economicamente falando, tanto durante a ditadura salazarista quanto depois da Revolução dos Cravos, em 1974. Nesse momento, muitos portugueses pobres, especialmente do norte do País e da região do Alentejo, migraram para a França, lá conseguindo melhores condições de trabalho. Tiveram filhos franceses, que falam e têm hábitos das duas nações. Por tudo isso, certamente hoje muitos franceses filhos de portugueses ficarão com o coração dividido, sem saber para quem torcer. 

 

Vale lamentar mais uma vez, até para não esquecer, o fracasso vergonhoso do Brasil nesta Copa, a comoção que teria sido uma semifinal dos brasileiros com os portugueses. Além dos 500 anos de história, seria o triunfo da língua portuguesa numa competição onde, pela primeira vez, três equipes representantes (os dois citados mais Angola) marcam presença.

 

Como portuguesa nascida em Angola e brasileira de coração, vivo um momento muito interessante, pois estou trabalhando com um grupo de portugueses do Grupo Cofina, que está no Brasil cuidando, junto com seus parceiros locais, do lançamento de um novo jornal, chamado “Destak”. A euforia deles, com a perspectiva de chegar à final da Copa, está no ar. Isso me faz pensar que o sucesso de um grupo no campo do futebol passa por uma coisa que me parece já muito bem resolvido na esfera econômica: parcerias e investimentos não deixam de ser um tipo de mestiçagem.

 

Sei que aceitar esse paradigma não é fácil. Mas a Europa cada vez mais híbrida e cheia de cores parece apontar esse caminho. Os discursos anti-racismo antes de cada partida da Copa não bastam. É preciso que o continente enxergue em exemplos como essa semifinal entre França e Portugal toda a sua riqueza que o entrecruzamento entre povos é capaz de gerar. Afinal, se o Maestro Zizou teria herdado seu talento com a bola dos argelinos ou dos franceses não importa. O que faz a diferença é perceber a riqueza que surge da mistura e dos povos. Como diz o slogan dessa Copa, “é tempo de fazer amigos”. Acrescento: e, por que não, aproveitar para rever preconceitos?

 

*Jornalista e designer gráfica, é mestre em Comunicação e Semiótica pela PUC-SP. Atualmente trabalha como editora de arte do jornal “Destak”, diário que em breve será lançado e que tem o grupo de mídia português Cofina entre os investidores. A especialista faz parte da equipe do blog Mestres da Copa www.mestresdacopa.zip.net.



 Escrito por mestres da copa às 00h39 [] [envie esta mensagem]






Futebol nos EUA

A Copa no Tio Sam

Por Lucas Maniezo

Dos Estados Unidos

 

O Tio Sam olha para o futebol, mas ainda não entende a paixão pela Copa

Me sinto privilegiado por ter estado nos EUA nos últimos 9 anos em idas e vindas e ter podido presenciar o desenvolvimento do futebol aqui. A explosão da modalidade nos últimos 15 anos teve a influência de muitos fatores e hoje o futebol disputa com o basquete e o futebol americano a primeira posição em números de jovens praticantes. Ter sediado a Copa em 1994 com grande sucesso despertou o interesse em muitas pessoas. O sucesso da equipe feminina pelo mundo todo também fez florescer diversas “Mias Hamms” por todo o país.

A criação das ligas profissionais masculina e feminina (que já não existe), além do desenvolvimento de ídolos nacionais, como Landon Donovan e Freddy Adu, deram aos jovens praticantes um incentivo e a possibilidade de vislumbrar chegar ao profissionalismo. Hoje os EUA contam com vários jogadores espalhados pela Europa em clubes competitivos. O recente sucesso da seleção mundial na Copa de 2002 e uma boa colocação no ranking da FIFA deram muita disposição aos torcedores do Tio Sam, que têm acompanhado de perto o desenrolar da Copa desse ano.

 

Cheguei a ter receio da cobertura da Copa aqui nos EUA, mas devo admitir que não tem deixado nada a desejar. Normalmente os jornais americanos são exatamente o contrário dos jornais brasileiros, e dividem o espaço da sessão esportiva entre as equipes de beisebol, futebol americano e basquete, deixando meia página para todas as outras modalidades, incluindo o futebol.

 

As coisas realmente mudaram por aqui, e mesmo com as finais da NBA acontecendo simultaneamente, a Copa do Mundo recebeu atenção especial nos jornais e na televisão, sendo transmitida ao vivo em diversos canais, e com vários documentários especiais sobre os jogos.

 

Assistir aos jogos entre gringos, especialmente onde o nível de conhecimento do jogo varia numa escala impressionante, é realmente uma situação única. A impressão clara que eu tenho é que o Brasil é o segundo time de 90% da população mundial que gosta de futebol. Infelizmente a magia e o brilhantismo que encantam os amantes do Jogo Bonito não estiveram presentes na Alemanha com a seleção canarinho, para a decepção de todos os brasileiros e simpatizantes.

 

A seleção dos EUA também decepcionou. Os americanos que conhecem pouco de futebol esperavam uma participação tão boa quanto à da última Copa, o que seria difícil em razão do grupo disputado em que a seleção se encontrou e do momento vivido pela seleção americana. Uma equipe lutadora e nada mais, que mostrava lampejos de bom futebol e toque de bola em seus amistosos preparatórios, mas que demonstrou ao longo dos últimos 2 anos a falta tremenda de um atacante matador. Na Copa não foi diferente, e os americanos criaram pouquíssimas chances de gol. Pra piorar ainda entraram dormindo no primeiro jogo e praticamente começaram o adeus à Copa naquele momento. O relacionamento do treinador Arena com a equipe também já está desgastado, e muitos acreditam que seja o momento ideal para a renovação na direção da equipe.

 

Uma bela lição foi tirada pela nação que acha que pode ganhar em todos os esportes. Ainda estão longe de almejar um título mundial. O caminho a ser percorrido é longo, mas aqui não faltam investimento e condições, e as gerações futuras estão sendo cada vez mais bem treinadas. Com o tempo a população americana espera, talvez nas próximas 2 ou 3 Copas, poder disputar de igual pra igual com as maiores potências internacionais. É esperar pra ver.

 

Lucas Tonoli Maniezo, é formado em Bacharelado em Educação Física pela USP e em Administração Esportiva pela Judson College (Illinois – EUA). Atualmente cursa mestrado na Illlinois State University e é técnico de futebol, além de sócio de empresa de Soccer Camps www.brasil10soccer.com, organização de acampamentos de futebol brasileiro nos EUA em diversos estados. E-mail: lucasmaniezo@hotmail.com



 Escrito por mestres da copa às 00h20 [] [envie esta mensagem]






Ainda sobre o hexa perdido...

Por Anderson Gurgel

De São Paulo

Entre tantos outros desabafos, circula pela internet o manifesto poético abaixo:

Poema do hexa

Viva o Cafu capitão perene
Melhor lateral do Jardim Irene.

Viva Roberto Carlos veloz como o vento

Que arruma as meias durante o cruzamento.


Viva o Kaká, menino bonito

Na hora do jogo, amarela no grito.

Viva Ronaldinho Gaúcho

Tão útil como pinto murcho.


Viva o ativo Parreira

Que não substitui, não treina e só diz besteira.

Viva o Gagallo

Mas arrumem um asilo prá interná-lo.


Lamento por Dida, Juan, Zé Roberto e Robinho

Que até brilharam nesse timinho

Mas o resto eu quero que se dane

Porque quem joga mesmo é o Zidane.


Vamos esperar o Parreira descer do avião

E dizer que pra treinar a seleção

É preciso trabalho, cérebro e dedicação

É também preciso ter coração como o grande Felipão.


Chega de Zagallo, chega de Parreira

Não precisamos destes velhos caretas.

E "Fora babaquice"

Tem treze letras



 Escrito por mestres da copa às 21h27 [] [envie esta mensagem]






Na semi - Parte 1

Copa “Européia” pega fogo

Por Sandra Mezzalira Gomes
De Berlim

Sim, a Copa de 2006 ficará por lá...

A Copa continua eletrizando a Alemanha e agora, mais que nunca a Europa de maneira geral, já que somente representantes europeus vão disputar o título. Hoje, acontece a semifinal entre Alemanha e Itália e amanhã será a vez de Portugal e França. A reta final do evento está sendo marcada por um aumento da euforia local, movida pelo patriotismo redescoberto.

Mas, mesmo assim, ainda sobram espaço para a discussão sobre as outras equipes do Mundial. Um exemplo concreto é que até agora está difícil entender os motivos da derrota da Seleção Brasileira para a França, por 1 a 0. A sensação que fica é que foi tudo muito precoce, ainda nas quartas-de-final. Um resultado ruim para uma equipe favoritíssima ao título.

Nas ruas e na imprensa, os comentários gerais questionam se faltou o espírito de equipe, se o adversário estava muito defensivo e o Brasil, com falhas na defesa. Tem gente que questiona se o técnico Carlos Alberto Parreira não soube aproveitar os craques da reserva (muitos questionaram por que não colocar o time que fez tão bem contra o Japão) ou se o problema é a França, de Zidane, que também nos mandou para casa em 98, última derrota dos canarinhos em mundiais até ontem.

O fato é que o sonho do hexacampeonato neste Mundial de Futebol foi encerrado no último sábado e todos os torcedores ficaram com um gosto amargo. "Desde o começo não estava com tanta fé na seleção, o time reserva estava com outro ritmo, mais rápido. Não deu para entender por que Parreira não colocou vários craques para atuar. É uma pena que nossa festa acabou", comentou o proprietário do restaurante Copacabana em Charlottenburg,
Tadeu
Vieira.

Nascido em Porto Seguro, na Bahia, e há nove anos na Alemanha, Viera agora está torcendo para Portugal ou para a seleção anfitriã, para que uma das duas fique com o troféu. E avisa que a transmissão dos jogos no seu local continua mesmo com o Brasil fora da parada. "Estamos com música ao vivo todos os dias, dois telões e uma tevê", propagandeia.



 Escrito por mestres da copa às 15h05 [] [envie esta mensagem]






Na semi - Parte 2

Copa "Européia" pega fogo

Por Sandra Mezzalira Gomes
De Berlim

A reação à derrota brasileira foi muito diversa, mas da forma como foi pude ver muita gente envergonhada. No momento em que a torcida percebeu a derrota, vi pessoas correndo para o banheiro a fim de "lavar a cara" e tirar a maquiagem de verde-amarelo, evitando também os comentários nas ruas.

Mesmo entre os torcedores de outros países havia incredulidade com a eliminação do Brasil. Muitos alemães, turcos e outros simpatizantes que também queriam uma final entre Alemanha e Brasil tentavam nos consolar. Teve um alemão que comentou: "perdemos nossa oportunidade de revanche". Outra me mandou uma mensagem por telefone: "Sandra, vocês estão fora! Sinto muito por você, mas com isso nós temos uma real chance de nos tornarmos campeões!", concluiu.

Apesar da horrível e esquecível partida feita pela Seleção Brasileira, duas coisas vão ficar daquele jogo: o espetáculo dado por Zidane e as manifestações iniciais contra o racismo. É verdade que a Fifa realizou várias atividades para combater o racismo em campo. Uma delas, por exemplo, foi a leitura de um manifesto contra o preconceito feita nos últimos jogos pelos capitães dos times, além das equipes serem fotografadas com o cartaz "Say no to racism". Pelo nosso time, leu o capitão Cafu.

Bem, deixemos para o passado. A Copa não acabou ainda e, para bem da verdade, está no ápice aqui em Berlim. Os alemães estão eufóricos. É fantástico conferir como a Copa do Mundo está sendo positiva para a auto-estima do povo tedesco. Além do que os estereótipos estão sendo derrubados: normalmente acusado de "frio" e "distante", os alemães tem surpreendido os turistas por sua espontaneidade e animação. Eu mesma no estádio, na partida da Argentina contra a Alemanha, assim que a seleção anfitriã marcou o último gol, fui abraçada por uma senhora que estava na minha frente (que, aliás, torceu tanto a ponto de achar que teria um enfarte) e vi outros desconhecidos se cumprimentando e se abraçando pela vitória.

Incrível o que um campeonato esportivo deste porte pode fazer. Por hora, para os amantes do bom futebol, só resta torcer pela seleção de preferência. Sinto que a de Portugal ganha grande parte da torcida brasileira. Vamos torcer para que o time de Felipão nos dê a alegria de que fomos privados pela equipe verde-amarela.



 Escrito por mestres da copa às 15h05 [] [envie esta mensagem]






Os primeiros campeões - Parte1

Por Anderson Gurgel

De São Paulo

 

Comitê organizador e investidores já podem comemorar

 

Hoje e amanhã os quatro semifinalistas lutarão com afinco para chegar à disputa do título no domingo. Enquanto isso, já podemos dizer que esse mundial registra alguns campeões. Em artigo já publicado neste blog o arquiteto Eduardo de Castro Mello apontava o sucesso conquistado pelos alemães no quesito estádios. Realmente não há como negar que as arenas desta Copa são um show e se tornam mais bonitas ainda porque sempre estão cheias de torcedores.

 

É claro que os alemães não ambicionam somente o reconhecimento pela capacidade de produzir estádios como os que estamos vendo nos jogos. A meta deles também não se restringe à conquista do quarto título mundial. A XVIII Copa do Mundo da Fifa exigiu do país-sede uma grande estratégia para que, junto com a taça, fosse conquistado também êxito econômico. Algumas reportagens chegam a dizer que a anfitriã espera dessa competição algo como um “milagre econômico”, um fato que gere um aquecimento expressivo na economia nacional, um pouco estagnada.

 

Recentemente lancei o livro “Futebol S/A: A Economia em Campo” e dediquei um capítulo exclusivo para entender a preparação da Alemanha para essa Copa do Mundo. O país-anfitrião vem se organizando há alguns anos para este grande evento. Foram investidos 3,4 bilhões de euros na infra-estrutura rodo-ferroviária. Entre as ações realizadas, estavam o alargamento de estradas e construção de estações de trens entre outros. Em termos de investimento direto no espetáculo, somente na reforma e construção dos estádios foram aplicados 1,4 bilhões de euros (cerca de R$ 3,9 bilhões) nos 12 estádios do Mundial de 2006. Somente o estádio de Munique, com capacidade para 66 mil pessoas, consumiu 280 milhões de euros. O Olympiastadion, onde deve ocorrer a final, teve investimentos de 242 milhões de euros só na reforma.

 

Além da iniciativa governamental, há nesse projeto alemão muito de iniciativa privada. A ver que um dos principais legados que pode ficar de um evento como esse para o país que o sediou é, além da infra-estrutura, o apelo turístico. Tanto é assim que foi feito um grande trabalho de divulgação da Alemanha no mundo todo.

 

Para o meu livro, cheguei a entrevistar os representantes do Centro de Turismo Alemão no Brasil e entre as informações que eles me passaram estava a meta de ser um “top five” do ranking turístico mundial – ou seja, fazer parte do seleto grupo dos principais receptores de turistas do mundo. A preocupação em atrair os visitantes estrangeiros se justifica: o Dresdner Bank fez um estudo e projetou que a renda turística daquele país terá um crescimento de 7%, chegando aos 25 bilhões de euros (R$ 69 bilhões) com o evento.



 Escrito por mestres da copa às 14h53 [] [envie esta mensagem]






Os primeiros campeões - Parte2

Por Anderson Gurgel

De São Paulo

 

O governo alemão espera que a Copa 2006 adicione em torno de 10 bilhões de euros à economia nacional, gerando por conseqüência de 40 mil a 60 mil postos de trabalho, de acordo com um estudo por Postbank. Essa movimentação equivaleria a 1,7% do PIB, sendo por volta de 0,3% desse total seria exclusivamente motivado pelas ações da cadeia econômica do mundial. A associação dos varejistas alemães, por exemplo, trabalha com metas de que os negócios nas lojas alcancem 2 bilhões de euros. Não é pouco e os alemães sabem disso. E, por isso, com o sucesso do evento até aqui, eles já tem muito o que comemorar.

 

Nesse grupo de “campeões precoces” do Mundial de 2006 também podem ser inseridos a Fifa e os seus patrocinadores. Ainda na primeira fase da competição, a Copa já batia recordes de audiência global, como um outro artigo publicado nessa coluna, feito pelos especialistas da Casual Auditores, mostrou. A expectativa é que, nessas fases finais, a audiência aumente ainda mais.

 

É por tudo isso que se torna ainda mais interessante observar o espaço que ganham os negócios dessa Copa na mídia nos últimos tempos. Sob os mais variados enfoques, jornais, TV, rádios, Internet fazem a ponte entre o mundo dos negócios e o mundo do futebol, abrindo ainda mais espaço para quem investiu no evento. Recentemente, além do meu livro, tive oportunidade de ver outras obras que chegaram ao mercado abordando a importância da tabelinha economia-esporte. Se ainda não sabemos quem vai ganhar o Mundial de 2006, já podemos dizer com certeza quem não perderá, independente da seleção que levante a taça: os investidores e agentes econômicos que apostaram nesse evento.



 Escrito por mestres da copa às 14h50 [] [envie esta mensagem]






Semifinais

Escolhendo a "camisa alternativa"

Por Sandra Mezzalira Gomes
De Berlim

Desde o início do Mundial estava interessante observar a população turca em Berlim. O país que em 2002 ficou no terceiro lugar, neste 18° Torneio Mundial de Futebol não foi classificado. E eis que a cena da bandeira turca ao lado da alemã virou normal em lanchonetes que comercializam o popular sanduíche Döner Kebap, assim como famílias inteiras vestindo o preto,vermelho e amarelo. Claro que teve turco desfilando com camisa brasileira, francesa, espanhola, enfim, cada um demonstrou a simpatia pela sua seleção alternativa.

Agora é a nossa vez. Muitos se identificam com Portugal pelo nosso passado em comum e pelo comando de Felipe Scolari, o Felipão. É daí, no meu caso, que vem o "Gomes", ascendência paterna na minha família. Mas o "Mezzalira" (que agora, brincamos, virou "Mezzo-euro") foi que me deu a oportunidade de morar na Europa com meu passaporte italiano, aliás, a maioria dos meus bisavós de lado materno (Picollo e Mezzalira) e paterno (Amadesi), nasceram na Itália, aprendi a língua por quase dois anos e tenho parentes ainda lá.

E se o sangue nas minhas veias conta, a simpatia e carinho que tenho pela Alemanha, onde moro há mais de cinco anos, dá o nó na cabeça. O time está jogando super bem, a festa está maravilhosa, os alemães finalmente redescobrem seu país e sei que será ótimo para nós todos se a taça ficar por aqui.

Fato é que, nestas próximas partidas, uma coisa é clara: quero a França no quarto lugar.



 Escrito por mestres da copa às 10h49 [] [envie esta mensagem]






Futebol e Geografia (parte 2)

Por Fernando Gallego

De Curitiba

 

            Seria impossível pensar a sociedade brasileira sem o futebol e sem as complexas relações que este promove. O futebol provoca diversas emoções nas pessoas, gera discursos, valores, símbolos, mitos e identidades. Todos estes se materializam em relações sociais e espaciais também. Quando falo em espaço – objeto de estudo da Geografia – não me refiro apenas ao espaço físico (o qual a geografia tradicional se limita e estudar), mas também a um espaço simbólico. O que quero dizer é que o futebol constrói um espaço próprio, que é simbólico, perpassando o espaço físico, ou seja, se apropriando de elementos das cidades ou dos países dando-lhes novos significados. A bandeira brasileira nunca é tão valorizada quanto em época de Copa, as cores nacionais remetem imediatamente à Seleção, os jogadores tomam atribuições míticas.

            Mas não apenas em época de Copa do Mundo que este espaço – que convencionei chamar de espaço de representação do futebol – se faz essencial na sociedade brasileira. Os bares, por exemplo, ganham contorno de mesas-redondas, onde o futebol é discutido com a propriedade do saber popular, através de representações sociais. Os estádios recebem atribuições simbólicas, além de meros palcos das partidas. Para os torcedores, jogadores e até para a mídia, os estádios são capazes de influenciar nos resultados. Não que eles participem das partidas, mas injetam força na equipe de casa e na torcida local.

            A paixão que o futebol provoca é um elemento constituinte do espaço de representação do futebol. Esta afetividade levada ao extremo, geralmente, está associada à identidade futebolística, que passa não apenas pela identificação com um clube ou seleção (geralmente do país de origem) como também pela negação dos demais. Assim, torcer para um clube ou seleção é torcer contra os demais. Há torcedores que não usam roupas de determinadas cores porque remetem ao seu rival, assim como há aqueles que preferem morar longe do estádio do clube adversário.

            Em países em que o futebol possui fundamental importância na constituição da sociedade, a prática social do futebol (qualquer ação ligada a este, como torcer, assistir as partidas, comentar, etc.) é extremamente articulada com a prática social cotidiana. Em época de Copa do Mundo, estas duas práticas se confundem. Em dias de jogo da Seleção, não há expediente, as pessoas saem às ruas para celebrar e, dependendo do resultado, para se lamentar. O futebol ganha incomum destaque na mídia, o comércio se aquece em torno de artefatos que simbolizam o país ou a Seleção (camisas, bandeiras, faixas, etc.). O país pára. O mundo pára.  



 Escrito por mestres da copa às 22h16 [] [envie esta mensagem]






A trágédia quadro a quadro

Um internauta analisou o ápice da tragédia seleção

 

Por Anderson Gurgel

De São Paulo

 

Circula na internet uma análise quadro a quadro do lance do gol tomado pelo Brasil.

Nele é possível ver o posicionamento do jogador Roberto Carlos durante os eternos segundo.

É para se indignar ou chorar mesmo.

 

Início da jogada: Roberto Carlos descansa?

 

Já foram sete segundos: RC continua descansando

 

RC percebe que algo pode acontecer, mas nao sai do lugar...

 

Esquema de onde RC deveria estar na hora do gol



 Escrito por mestres da copa às 21h30 [] [envie esta mensagem]






COPA DO MUNDO, FUTEBOL E CULTURA

Por Domingos Antonio D’Angelo Junior

De São Paulo

 

No momento em que a Seleção Brasileira volta pra casa e nos deixa com a péssima lembrança da campanha atual, vale a pena conhecer uma obra que conta muito bem a trajetória de outras copas mais felizes para nós.

 

O livro é o resultado de um trabalho de anos de pesquisas do autor e retrata como nenhum outro a vida da Seleção Brasileira de Futebol, desde o 1º jogo em 1914 até a partida final da última Copa do Mundo de 2002.

 

O autor Ivan Soter é um pesquisador sério, e seu livro é um primor, com dados que permitem ao leitor tirar dúvida com relação aos jogos da Seleção, com um bonito projeto gráfico.

 

Para classificar os jogos da Seleção, o autor utiliza o critério da Fifa, considerando para fins estatísticos somente “full international matches” ou seja, jogos entre as duas principais seleções dos países.

 

No capitulo Histórias da Seleção o autor em 126 páginas, quebrando a aridez das estatísticas, conta maravilhosas histórias e estórias do time brasileiro, de forma muito agradável, lúdica, baseadas em fontes fidedignas e com fotos da época.

 

As divergências entre dados do autor e outras publicações são explicadas no capitulo Controvérsias Estatísticas e como sempre o autor indica suas fontes de informações.

 

Além da relação de todas as competições que participamos, temos uma relação dos 932 jogadores que atuaram pela “canarinha”, informando quantas partidas e quantos gols fizeram, as súmulas de todos os jogos da Seleção (com adversário, resultado, data, competição, estádio, local, árbitro, goleadores, escalação dos dois times e técnico do Brasil) e o balanço dos jogos com cada seleção.

 

Em Os Dez Mais, o livro relaciona os jogadores que mais atuaram, os maiores goleadores, os goleiros mais vazados, clubes que mais cederam jogadores, goleadores numa só partida, estádios onde mais jogamos, tempo na seleção, árbitros que mais atuaram, técnicos, goleadas infligidas e sofridas e cidades em que mais jogamos.

 

A obra é, sem dúvida, obrigatória para os profissionais (jornalistas, dirigentes e pesquisadores) que precisam conhecer a vida da Seleção Brasileira de Futebol, assim como para os torcedores que adoram expor seus conhecimentos em mesas de bar ou roda de amigos.

 

Pena que a Copa de 2006 não vá acrescentar um capítulo glorioso a essa obra.

 

ENCICLOPEDIA DA SELEÇAO - As Seleções Brasileiras de Futebol - 1914-2002

Autor: Ivan Soter

Editora: Folha Seca - Ano: 2002 - Rio de Janeiro - 500 páginas - R$50,00



 Escrito por mestres da copa às 16h36 [] [envie esta mensagem]






Na bagagem, na volta da Alemanha

Se não trouxemos a taça...

Por Anderson Gurgel

De São Paulo

Bem, se não trouxemos a taça, há o risco de trazermos outras coisas da Alemanha... Vejam o comunicado que está sendo divulgado à imprensa pela Secretaria Estadual de Saúde:

"Os torcedores que retornaram ou retornarão da Alemanha precisam ficar atentos a sintomas de sarampo. É o que alerta a Secretaria de Estado da Saúde. A Alemanha, sede da Copa do Mundo de futebol, vive um surto da doença, com cerca de 1.000 casos registrados neste ano, o que tem preocupado a pasta estadual.

Os sintomas levam até 20 dias para aparecer. São eles: febre, febre, manchas avermelhadas pelo corpo, tosse, coriza e ardência nos olhos (conjuntivite). Assim como os oriundos da Alemanha, viajantes vindos da Espanha e Venezuela precisam prestar atenção para esses sintomas, já que os dois países também têm concentração de casos de sarampo.

"É importante que ao surgimento desses sintomas a pessoa procure imediatamente um médico. Além de precisar de cuidados, o 'paciente' pode passar sarampo para quem tiver contato próximo", afirma Carlos Magno Fortaleza, coordenador de Controle de Doenças da Secretaria.

São Paulo não registra caso autóctone (contraídos no Estado) de sarampo desde 2001. Na Alemanha os cerca de 1.000 casos estão concentrados na região de Nordrhein Westfalen, onde fica a cidade de Dortmund (onde houve jogos da Seleção Brasileira)."

Só faltava isso, ne? ficarmos mais vermelhos do que já estamos (de vergonha, é claro)!



 Escrito por mestres da copa às 16h30 [] [envie esta mensagem]






Por uma Copa sem racismo

Por SANDRA MEZZALIRA GOMES
De Berlim

A Fifa realizou várias atividades para combater o racismo em campo. Uma delas, por exemplo, foi a leitura de um manifesto contra o preconceito feita nos últimos jogos pelos capitães dos times, além das equipes serem fotografadas com o cartaz "Say no to racism".
Se antes da Copa começar, houve uma grande discussão sobre "No go areas" e possíveis ataques de Neonazistas, tudo correu praticamente tranquilo até o momento. Mais do que mostrar para o mundo que a Alemanha é um país aberto, simpático e receptivo, a população local também está vivendo uma oportunidade única: a de finalmente poder vestir a camisa da sua pátria e carregar sua bandeira sem ser acusado de ser nacionalista (o que não deixa de ser uma forma de racismo dos outros povos com os alemães).

Em diversas conversas, eles comentam que, até alguns anos, tinham receio ou vergonha de usar as cores nacionais. O sentimento de culpa pelo que Adolf Hitler fez no passado, persegue até os dias de hoje como um fantasma. É fantástico conferir como o 18° Torneio Mundial de Futebol está sendo positivo para a auto-estima do povo tedesco.

E mais, como os esteriótipos podem ser derrubados: normalmente acusado de "frio" e "distante", os alemães tem surpreendido os turistas por sua espontaneidade e animação. Eu mesma no estádio, na partida da Argentina contra a Alemanha, assim que a seleção anfitriã marcou o último gol, fui abraçada por uma senhora que estava na minha frente (que, aliás, torceu tanto a ponto de achar que teria um infarte)e vi outros desconhecidos se cumprimentando e se abraçando pela vitória. Incrível o que um campeonato esportivo deste porte pode fazer.

PS: Um homem de 33 anos invadiu a Fan Meile de Berlim ontem com seu carro, machucando 21 pessoas. Ele, a a mulher de 55 anos que estava ao seu lado, foram presos. O caso está sendo esclarecido pela polícia que está investigando o motivo e se o motorista estava sob efeitos de drogas. Foi o primeiro grande problema desde o início da Fan Fest, dia 9 de junho.

 Escrito por mestres da copa às 12h54 [] [envie esta mensagem]






Somos Brasileiros - Parte 1

Por Carlos Ribeiro

De São Paulo

 

Carlos exibe sua obra deliciosa (Foto: Divulgação)

 

E nem vou entrar em muitos detalhes técnicos porque não sou especialista, mas estive atento no jogo o tempo inteiro nem fui na cozinha, mal olhei para os clientes... A feijoada estava pronta e deliciosa. Havia um clima de tensão e muita certeza que no final seria vencida a  França nos pênaltis...

 

E  por isso  eu já  havia  até  feito com mais  dois chefs  amigos  Edhuardo Russo e Leila Pires, uma salada de arroz,  que  representa prosperidade e  traz  muita sorte!  Tenho certeza que esta salada traz  sorte...  muita sorte para quem fizer e comer... como já disse “que  vençam os que melhor jogarem”....mas podem fazer a nossa receita que  terão muito prazer.

 

A copa ainda não terminou estou preparando mais algumas receitas e dicas de onde comer bem, por um preço justo e comida de campeão que somos como  bons brasileiros....como  dizia minha mãe: “Bola pra frente! Vocês devem pensar “este cozinheiro é maluco quer festejar tudo!!” Isso mesmo: vamos festejar sempre!



 Escrito por mestres da copa às 21h08 [] [envie esta mensagem]






Somos Brasileiros! - Parte 2

Por Carlos Ribeiro

De São Paulo

 

Arroz da Copa

 

Ingredientes:

 

250 de arroz de açafrão*

250 de arroz de espinafre*

02 colheres de chá de sal para  cada pacote de arroz.

250 de bacon picadinho

350 de lombo defumado picadinho

06 maçãs

04 colheres de chá de canela em pó

01 copo americano de azeite  balsâmico

01 copo de Açúcar

Azeite o quanto bastar

Folhas de rúcula

Folhas de hortelã

 

*O arroz vende em pacotinhos de 250g da marca Blue Vile

 

Modo de Preparo do Arroz:

Cozinhar separado os dois tipos somente com sal.

Então numa panela medir em copo americano.  Ex: se der três copos são seis de água ou seja a proporção para dar certo é de um de arroz para dois de água. Depois de pronto deixe o arroz tampado por mais 10 minutos  para ele  crescer, retire da panela para esfriar e ficar bem solto. Frite separado em uma frigideira o bacon com pouco azeite por uns três minutos escorra a gordura  e reserve.

 

Modo de Assar as Maçãs:

 Coloque as seis maçãs numa assadeira corte m cruz, retire as sementes e coloque delicadamente o açúcar e duas colheres de chá de  canela  em pó, cubra a assadeira com papel  alumínio leve ao forno por 15 minutos em fogo baixo, retire o papel deixe dourar por mais 10 minutos,mas fique sempre atento para não queimar.

 

Finalizar a Salada de Arroz:

Escolha um recipiente grande para caber toda salada. Misture os dois tipos de arroz verde e amarelo, em seguida misture ao arroz o bacon frito, o lombo defumado, rúcula, hotelã, o azeite  balsâmico junte com azeite de oliva e mais duas colheres de canela misture bem e depois junte ao arroz. As maçãs coloque ao redor do prato decorando como  na foto!! E a salada da Copa é Nossa!



 Escrito por mestres da copa às 21h04 [] [envie esta mensagem]






REVOLTA...

 

Por Fabio Cunha

De São Paulo

 

O brasileiro não está triste pela derrota, até porque, para se estar triste precisamos perder com dignidade, com vontade de ganhar.

O brasileiro está revoltado. Esperamos quatro anos, colocamos muita fé nessa equipe e o que eles no dão em troca? Nada, quer dizer, nos fazem passar vergonha.

A derrota faz parte do esporte, mas quando se perde com hombridade, como foi com a Argentina, com a Inglaterra, com a Holanda, com a Ucrânia e outros.

O Brasil simplesmente não foi disputar uma Copa do Mundo. Em nenhum momento a seleção brasileira, digo isso de jogadores e comissão técnica, encararam o espírito da competição, quer dizer, do torneio esportivo mais importante do mundo.

Não gostaria de estar escrevendo este texto, principalmente nessa situação, pois estou revoltado com essa equipe apática, sem vontade, sem garra e sem brio.

Como disse num texto anterior, sem dedicação e sem liderança, dentro e fora de campo, não ganharemos nada.

 



 Escrito por mestres da copa às 20h48 [] [envie esta mensagem]






Brasileiros na Alemanha continuam curtindo a Copa, apesar do fiasco da seleção

A dor da torcida no país da Copa

Por SANDRA MEZZALIRA GOMES
De Berlim


Difícil achar o motivo que levou a seleção perder ontem de um a zero para a França e ter de empacotar as malas em uma quarta-de-final. Se faltou o espírito de equipe, se o adversário estava muito defensivo e o Brasil, com falhas na defesa, se o técnico Carlos Alberto Parreira não soube aproveitar os craques da reserva (muitos questionaram por que não colocar o time que fez tão bem contra o Japão) ou se o problema é a França de Zidane, que também nos mandou para casa em 98, última derrota dos canarinhos em mundiais até ontem.

Fato é que o sonho do Hexacampeonato neste 18° Torneio Mundial de Futebol, encerrou neste sábado. "Desde o começo não estava com tanta fé na seleção, o time reserva estava com outro ritmo, mais rápido. Não deu para entender por que Parreira não colocou vários craques para atuar. É uma pena que nossa festa acabou", comentou o proprietário do restaurante Copacabana em Charlottenburg, Tadeu Vieira.

Nascido em Porto Seguro, na Bahia, e há nove anos na Alemanha, agora ele está torcendo para Portugal ou a seleção anfitriã ficarem com o troféu. E avisa que a transmissão dos jogos no seu local continua mesmo com o Brasil fora da parada. "Estamos com música ao vivo todos os dias, dois telões e uma tevê."

Ficaram quatro times europeus disputando o título: Alemanha e Itália se enfrentam na terça-feira. Portugal e França, na quarta.


PS1: No momento em que a torcida percebeu a derrota, muita gente correu para o banheiro a fim de "lavar a cara" e tirar a maquiagem, evitando também os comentários nas ruas.

PS2: "premonições" entre mulheres: uma teve problema para colar os adesivos da bandeira brasileira, o que toda vez funcionou, mas antes desta partida contra a França teimavam em borrar ou ficavam com falhas brancas; outra contou ter desistido de pintar as unhas em verde e amarelo por ter receio de querer "esconder as mãos" ao retornar para casa.

PS3: Palavras de consolo de vários alemães, turcos e outros simpatizantes que também queriam uma final entre Alemanha e Brasil. Teve um alemão que comentou: "perdemos nossa oportunidade de revanche". Outra me mandou uma mensagem por telefone: "Sandra, vocês estão fora! Sinto muito por você mas com isso nós temos uma real chance de nos tornarmos campeões! Beijos", um amigo inglês escreveu logo após a derrota contra Portugal:"Boa sorte para Brasil esta noite". Respondi que lamentava a saída da Inglaterra, a qual deu um verdadeiro espetáculo ao lado de Portugal num jogo sensacional e esperava que o Brasil fizesse o mesmo. Infelizmente, não fez.



 Escrito por mestres da copa às 18h45 [] [envie esta mensagem]






Depois da vergonha... Parte 1

O Show tem que continuar

 

Por Anderson Gurgel

De São Paulo

 

Decepção em verde-amarelo

 

Como o técnico Carlos Alberto Parreira, também não tinha me preparado para escrever neste blog sobre a derrota, principalmente uma tão triste e vergonhosa quanto foi a do Brasil para a França, por 1 a 0, no sábado, em Frankfurt. Mas ela veio. Se tivéssemos perdido em um contexto diferente, num jogo combativo, de resultados imprevisíveis (perder faz parte do jogo, não há desonra nisso), provavelmente, daria como título aqui o axiomático “c´est la vie”. Por ter sido como foi, vou de “o show tem que continuar” mesmo.

 

Apática, a seleção canarinho, de tantas alegrias e lembranças épicas, teve uma tarde irreconhecível – “amarelada”, como dirão alguns. Pois a impressão que ficou foi justamente a de que o Brasil parou para ver Zidane e companhia jogar. O resultado, todos nós já sabemos e ainda tentamos digerir, é que estamos fora da Copa da Alemanha. E o sonho do hexacampeonato fica adiado para 2010, na África do Sul. Uma constatação sobre essa derrota – que pelo menos em São Paulo culminou com um domingo de ressaca, com céu cinza e tudo – é que, diferentemente de outras, não nos pesou o véu da injustiça.

 

Quem viu o fatídico jogo pode até ter derramado algumas lágrimas, mas foi pela vergonha e não pela sensação de injustiça, como a que o Brasil viveu em 1982, por exemplo. Chego a arriscar, inclusive, que o resultado de sábado teve, pateticamente, um lado positivo. Ao meu ver, sepulta de vez as teorias e intrigas que envolvem a final da Copa de 1998. Falo daquelas lendas que acusam a CBF de ter vendido o jogo etcetera e tal. Não que a gestão do futebol brasileiro seja transparente, longe disso. Mas creio que perdemos anteontem e perdemos no Mundial da França simplesmente porque o time de Zidane foi melhor e mereceu ganhar.

 

Mas como já disse, o show tem que continuar e, surpreendentemente, sinto que a torcida brasileira entendeu isso. Diria que reagiu bem até. Em uma reportagem do “Jornal Nacional”, da Rede Globo, ainda no sábado, isso ficou bem claro: alguns entrevistados que assistiram ao jogo no Vale do Anhangabaú, no Centro de São Paulo, mostravam-se frustrados com a eliminação, mas meia hora depois já cantavam e dançavam em show que havia sido marcado pelos patrocinadores para após a partida.



 Escrito por mestres da copa às 16h35 [] [envie esta mensagem]






Depois da vergonha... Parte 2

O Show tem que continuar

 

Por Anderson Gurgel

De São Paulo

 

E é, dentro dessa premissa, que darei continuidade aqui. Muitos especialistas em negócios do esporte, por exemplo, são unânimes em dizer que as derrotas têm a vantagem de impulsionar as mudanças. Um exemplo disso foi que, após a perda do título em 1998, ganhou força o movimento que levou à CPI CBF-Nike. Acredito que, passando a ressaca dessa derrota, acho que teremos pela frente uma excelente chance de resolver alguns impasses do futebol brasileiro, no campo do campo de jogo e também no dos negócios.

 

O que é mais fascinante, quando se fala de futebol, é que gestão esportiva e gestão de equipe têm tudo a ver. Daí que, recentemente, tenham surgido tantos livros e palestrantes fazendo a ponte entre esses dois mundos. Creio que quanto mais arrumarmos a casa na administração dos clubes e da seleção mais ganharemos no campo, jogando o jogo de futebol que torcedor quer ver.

 

Por isso, mesmo que muitos jogadores não queiram, a renovação baterá à porta da seleção. Deve começar pela comissão técnica, pois a situação de Parreira, que foi incensado com o tetracampeonato, ficou insustentável. A mídia esportiva também se apressa em “aposentar” alguns figurões da equipe brasileira: Ronaldo Fenômeno, Cafu, Roberto Carlos, Dida... Realmente, em grande maioria, os veteranos e heróis da Copa de 2002, não “vestiram a camisa”, como metaforizou o jornal “Lance!”, de ontem, para dizer que eles não mostraram garra e não lutaram até o fim.

 

Realmente essa é a sensação geral. Diferentemente de Argentina e Inglaterra, a sensação geral é a de que os jogadores brasileiros “não caíram de pé”. Isso vai pesar sobre eles um bom tempo, poderá prejudicar suas renovações de contratos com os seus clubes (muitos deles estão nessa fase agora) e, creio, alguns até perderão ainda os patrocinadores de ocasião. Mas sugiro que evitemos cair na tática da condenação dos bodes-expiatórios do momento. Melhor será se fecharmos para balanço de vez e daí sairmos com um projeto consistente para os próximos anos.

 

Se começarmos esse trabalho agora dá para “sobrar em campo” novamente muito antes de 2010 e conquistar, no continente africano, o sonhado hexacampeonato. Por hora, como amantes do futebol, que somos, cabe aplaudir quem está fazendo bonito: a Alemanha, na administração do evento e no jogo com a bola nos pés (viu como dá para juntar gestão e paixão?) e o técnico Luiz Felipe Scolari, por nos ensinar novamente a lição sobre a importância da liderança.

 

Ah, acho que vale, também, parabenizar as empresas brasileiras e patrocinadoras que sabem o valor de ter um Plano B. Após a derrota para a França, na TV e nos jornais, alguns comerciais aumentavam o nosso constrangimento com uma euforia não-condizente com o momento. Brahma, com um anúncio televisivo com o Zeca Pagodinho, e Telefônica, com uma “tira-anúncio”, feita por Ziraldo e publicada em alguns impressos, foram as primeiras que solidarizaram com o torcedor-consumidor. Elas entenderam, por fim, que “o show tem que continuar”. 



 Escrito por mestres da copa às 16h34 [] [envie esta mensagem]




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