Este blog coletivo é um projeto experimental que vai ser testado no período de 09/06/2006 até 10/07/2007. A idéia é publicar textos, em formato de posts, sobre o Mundial da Alemanha. Esses comentários serão feitos por uma seleção de especialistas de vários segmentos de mercado e áreas do conhecimento, parte deles está no Brasil e outros, ainda, estão no exterior.


Arnaldo Antunes rouba a cena na Casa das Culturas

Por Sandra Mezzalira Gomes
De Berlim

 

Arnaldo Antunes: momento do show (Fotos: Sandra Gomes)

Antunes interage com público no show

Jorge Benjor estava na platéia

Imagem externa da Casa da Cultura, local do show

Quem conhece o trabalho de Arnaldo Antunes, sabe que ele tem várias facetas: escritor, poeta, compositor, artista, cantor....Tanto que já tem obra sua exposta em Berlim desde a última semana, na mostra A Imagem do Som - Futebol (leia o post do dia 18 de junho). Por isso, a expectativa era de um show musical diferente e o que se viu na Casa das Culturas (Haus der Kulturen der Welt) nesta sexta-feira, em Berlim, foi uma mistura, como Arnaldo: entre performances e expressões faciais, malabarismos, movimento em palco, interação com seus músicos e público, ele apresentou o repertório do CD "Saiba", lançado há dois anos, tocou sucessos da MPB homenageando o poeta Paulo Leminski, outros músicos como Lupicínio Rodrigues e Noel Rosa, mostrou um pouco do seu trabalho com Titãs e com Os Tribalhistas.

Arnaldo entrou no palco escuro com seus cinco músicos às 23:10 com um globo terrestre brilhante e um „roupão de manicômio" vermelho, o qual teve quem interpretou como pijama mas os longos braços que permitem prender as mãos do "maluco", denunciavam.

Suas letras misturam romantismo, ironia, gírias e algumas são até „chocantes" mas parece essa ser a intenção do cantor: mexer com as emoções, provocar, despertar para a reflexão. Exemplo foi a interpretação de "Cachimbo", na qual, uma risadinha "macabra" de Arnaldo vinha após o pequeno refrão "tá assustado?".

Entre uma música e outras, agradeceu a presença do público, lamentou não poder falar em alemão (brincou só saber dizer "Danke schon"), expressou sua alegria por estar em Berlim, avisando que pretende voltar várias vezes e tentar aprender a língua, avisou que estará lançando em breve mais um CD e revelou que, em quase toda letra sua, é romântico ("todas as canções que faço são, no fundo, de amor. É sempre o mesmo empenho, o mesmo arrepio").

Deixou o palco para se misturar à platéia algumas vezes e conseguiu fazer quase todo mundo ficar de pé nas últimas canções. Levou o público ao delírio cantando "Socorro", sucesso também na voz de Cássia Eller, e "O Pulso". "Ele é demais, muito astral, não esperava que fosse tão bom e foi excelente", comentava uma garota no fim do concerto.

Teve ainda quem contou, em conversas informais, que pensou em desistir de ir ao show por conhecer pouco o trabalho de Antunes. "Ainda bem que vim. Agora quero o CD dele, as letras são demais e ele é o máximo".
O cantor também percebeu este carinho. Tanto que fez dois bis e o concerto durou mais de uma hora e meia. No final, ele confessou: "Adoraria poder ficar tocando a noite toda, vocês são demais, obrigada por tudo. Vou voltar", assegurou. Esperamos mesmo que volte.

PS. Os mais observadores encontraram Jorge Ben Jor, que entra hoje à noite no palco da Casa das Culturas, na platéia.

PS2: Assim como no show do Chico Buarque, enquanto a maioria da platéia dançava e cantava, teve quem conseguiu dormir ali, nas primeiras filas do auditório. Ainda mais por estar tão concorrido para conseguir ingressos para os concertos da Copa da Cultura, muito brasileiro fica sem entender como pode escolher bem ali para tirar um cochilo...

PS3: Ufa, 2 a 0. Tava com receio dos alemães perderem e eu ter de ir ao show do Jorge Ben Jor com o povo em "luto nacional"...

Site oficial do Arnaldo Antunes, com letras de música, biografia, livros, etc no http://www.arnaldoantunes.com.br/

Mais sobre a Copa da Cultura nos sites:
como www.hkw.de  www.brasilianische-botschaft.de ou no próprio Ministério da Cultura www.cultura.gov.br



 Escrito por mestres da copa às 14h16 [] [envie esta mensagem]






BRASIL COM CARA DE BRASIL

 

Por Fabio Cunha

De São Paulo

 

Enfim, vimos uma seleção em campo com muito mais cara de Seleção Brasileira.

O que mudou, além de algumas peças?

Vi um time com muito mais motivação e vontade. Essa foi a principal mudança.

Não importa a qualidade do adversário, mas quando os jogadores se entregam e se doam para o time, as belas jogadas, tabelas, triangulações, oportunidades ofensivas e, principalmente, gols aparecem com mais naturalidade e freqüência.

O que sempre cobrei e defendi nessa seleção é vontade e dedicação. Tecnicamente somos disparados a melhor seleção do mundo, mas uma Copa do Mundo não se ganha só com belos toques e jogadas de efeito, uma Copa se ganha com suor, lágrimas e, claro, gols.

Se compararmos os três primeiros jogos do Brasil, nota-se uma evolução de um para outro. Ainda não chegamos no ponto ideal, mas estamos no caminho.

Só espero que a vontade, a garra e o esforço cresçam a cada jogo.

Assim.... Rumo ao Hexa!!!!



 Escrito por mestres da copa às 13h04 [] [envie esta mensagem]






O gol de Gilberto

Por Sandra Mezzalira Gomes
De Berlim

Eu, com Gilberto e os amigos dele, em um restaurante em Berlim

Gilberto é um atleta que tranquilo e que joga para a equipe

Discreto, mas elegante: Gilberto em Berlim

Eu com Gilberto e amigos (Fotos: Sandra Gomes)

Muitos brasileiros confundem o Gilberto Silva, que atualmente joga na Inglaterra, com o Gilberto da Silva Melo, craque do Hertha BSC, da capital alemã, ou mesmo desconhecem os jogadores que estão na reserva da seleção. O fato é que quando Gilberto marcou o terceiro gol da partida Brasil e Japão trouxe alegria para muitos dos seus fãs que acompanham o seu trabalho por aqui.

Eu, particularmente, chorei de emoção! Conheci Gilberto no fim de 2004, quando nos encontramos em um restaurante brasileiro aqui em Kreuzberg. Desde então, fiz algumas entrevistas exclusivas e tive oportunidade de conhecer recentemente também seu irmão caçula Rodrigo e seu amigo Roberto, na última vez que nos encontramos antes da Copa, no início de maio.

No dia 15 do mesmo mês, quando ele foi convocado, nos falamos duas vezes, uma antes e uma depois do anúncio da lista do Parreira, e sei muito bem o quanto Gilberto estava ansioso e sonhava em estar participando deste Mundial, mesmo como reserva. Sabia também que seus planos dependiam do torneio, iria para o Rio caso não estivesse com a seleção aproveitar suas férias.

Lembro que naquela segunda-feira da convocação fiquei até com dor de barriga de nervoso. Foi a última vez que nos falamos até ontem, sexta-feira à tarde, um dia após a sua primeira atuação em campo marcada ainda pelo belo gol.

Ao saber que eles estavam de folga, arrisquei novamente ligar e, ao contrário de todas as outras vezes que tocou, tocou e ninguém atendia, finalmente consegui sentir a alegria dele pelo bom desempenho também do time. Fiquei tão ansiosa quando ele atendeu, afinal está super difícil o acesso aos jogadores, emocionada pela satisfação dele e também com receio de atrapalhar (afinal, eu que não quero ser acusada de tirar a concentração de nenhum jogador!), que nosso diálogo durou cerca de cinco minutos e até esqueci de fazer uma entrevista mesmo, perguntando tudo que tenho curiosidade. Vai ter de ser na próxima folga ou após a Copa...

Claro que falamos também de futebol, parabenizei pelo gol e ele confessou ter ficado super feliz. Conversamos ainda outros assuntos (contei a festa que estamos fazendo aqui em Berlim, por exemplo) e, quando perguntei se ele achava que entraria agora mais frequentemente em campo, respondeu, profissional como sempre: "nem estou preocupado com isso, e sim, com que a seleção faça uma boa campanha".

Ou seja, se ele for entrar para melhorar o time, claro que jogará com prazer mas ele sabe que o técnico quem tem de decidir e está super satisfeito se o Brasil ganhar, ele no banco ou em campo.

E talvez por isso mesmo Parreira tenha escolhido Gilberto: super bacana e excelente para jogar em equipe, ele harmoniza e equilibra o ambiente e equilibra. Mostra que nada se consegue no individualismo mas sim, no coleguismo. Como pessoa e jogador, Gilberto demonstra respeito e carinho pelos outros. Desculpem ser tão fã a essa altura do campeonato, mas fica difícil não elogiar ainda mais quando alguém tão querido merece e faz diferença no placar!

O fato de poder, durante nossa conversa, ouvir ainda alguém chamando o Adriano no fundo, de pensar na emoção deles de serem grandes estrelas desta Copa, saber que Gilberto está tão feliz, realizado participando do Mundial, me faz desejar mais ainda o hexacampeonato e adoraria se ele estivesse jogando quando o Brasil conquistar o título, afinal, aqui ele está "em casa".



 Escrito por mestres da copa às 22h24 [] [envie esta mensagem]






Madre Diná ou Nostradamus da Pelota

 

Por Wendel Caballero de Mello

De São Paulo

 

É sempre bom dar palpites sobre escalações e resultados, mas o chato é publicá-los e responder pelos tiros tortos. Mas como nunca aprendemos com os nossos próprios erros vou dar a cara pra bater de novo e chutar os oito confrontos das oitavas-de-final.

 

No primeiro jogo das oitavas acho que a cerveja alemã causará indigestão aos nórdicos e arrisco vitória da Alemanha. 2x0.

 

O asado argentino deve evaporar a tequila mexicana e Argentina vence 2 a 0.

 

Felipão deve comandar a bacalhoada portuguesa e espremer todo suco da laranja holandesa. Portugal 1 a 0.

 

Adoraria ver a Coroa da Rainha cair e a zebra despentear o topete de Beckham, mas acho que a Inglaterra passa no sufoco: 1 a 0.

 

Pasta à Canguru deve ser o cardápio italiano, com vitória da Azzurra por 2 a 0 e pau de macarrão correndo solto em campo.

 

O chocolate suíço deve manter a validade na Copa e despachar a Ucrânia, 1 a 0.

 

A Fúria deve ser acalmada pelo vinho francês e Zidane e cia seguem na Copa. Jogo para prorrogação e penalidades. Tempo normal 1 a 1. Nas penalidades a Fúria fica calminha.

 

Agora eu quero ver é pimenta na feijoada de terça-feira no almoço dos brasileiros. Os africanos devem virar o prato e deixar os brazucas com vontade de chegar às quartas. Gana ganha por 3 a 1.



 Escrito por mestres da copa às 19h45 [] [envie esta mensagem]






Chave não será tão fácil para o Brasil como em 2002

 

A esperança é vermelha e o medo é azul

 

Por Wendel Caballero de Mello

De São Paulo

 

Depois dos últimos jogos dos grupos G e H, a configuração final da fase eliminatória ficou definida. Agora é possível ver o caminho que as 16 seleções percorrerão até a final, claro, para quem chegar.

 

Com a classificação da França em segundo lugar no seu grupo G e da Espanha em primeiro no H, o adversário do Brasil, caso passe por Gana, será de peso mundial, pois sairá deste confronto entre franceses e espanhóis.

 

Se depender do retrospecto em Copas, Parreira e todos os brasileiros devem estar com a Fúria, já que nos cinco confrontos com a Espanha o Brasil venceu três (6 a 1 em 1950 e 2 a 1 em 1962 e 1 a 0 em 1986) empatou um ( 0 a 0 em 78) e perdeu um (3 a 1 em 1934).

 

Mas a coisa deve ficar feia se vierem os Azuis nas quartas-de-final, pois o Brasil depois da vitória em 1958, por 5 a 2, virou freguês dos franceses e foi eliminado em duas Copas. Em 1986, nas penalidades e em 1998, com goleada e tudo.

 

Fora da Copa o galo francês também tem picado o canarinho brasileiro, já que levaram a melhor na final dos Jogos Olímpico de 1984 e na Copa das Confederações de 2001. No último amistoso disputado entre os dois países, em jogo comemorativo do Centenário da Fifa, o placar ficou no 0 a 0.

 

Será que os pentacampeões tremem diante dos franceses novamente?

 

Então a esperança é vermelha e o medo é azul.

 

 Escrito por mestres da copa às 19h09 [] [envie esta mensagem]






No jogo da Alemanha vs. Equador - Detalhes...

Por Sandra Gomes


De Berlim



Já contei, há alguns posts, a minha aventura para ir ao jogo Alemanha Vs. Equador. Falta mesmo colocar uns posts desses momentos.



Vão abaixo:




Imagem externa do Estádio de Berlim, no intervalo do jogo


da Alemanha vs. Equador (Fotos: Sandra Gomes)





Imagem do estádio de Berlim, do ponto


de onde estava assistindo ao jogo




Um momento do jogo que foi ganho, com facilidade,


pela Alemanha, visto de bem perto




Equador no ataque, momento raro da seleção


latino-americana nesse jogo dominado pelos alemães




Eu no jogo: momento inesquecível



 Escrito por mestres da copa às 18h21 [] [envie esta mensagem]






Os shows da Copa do Mundo - Parte 1

Por Eduardo de Castro Mello

De São Paulo

 

Dortmund: onde o Brasil se "encontrou" e ganhou

do Japão, ontem, e onde jogará seu destino,

contra Gana, na terça (Foto: DZT)

 

 

A Copa do Mundo de Futebol já está encerrando a sua primeira fase e o espetáculo continua acontecendo em várias cidades da Alemanha. Finalmente o Brasil deu show e ganhou, ontem, do Japão por 4 a 1. Além do resultado, que garantiu três vitórias em três jogos e a liderança do grupo, a seleção ganhou moral – o Ronaldo, que sofre grande pressão, ganhou moral – e temos a expectativa de um bom jogo na próxima terça contra Gana.

 

Mas não é somente a seleção que encheu os olhos do torcedor brasileiro. Mesmo quando os jogos são sonolentos, alguns estádios alemães, ultramodernos e equipados com o que há de mais avançado em tecnologia para arenas esportivas, dão show.

 

E, nesse ponto, já temos um grande ganhador. Se até agora no futebol ainda não há vencedores, no item instalações esportivas, os alemães já podem comemorar sua vitória. Os estádios escolhidos como sedes dos jogos estão se mostrando como excelentes, atendendo perfeitamente tanto às equipes quanto ao público em geral.

 

Isto se deve à equipe de arquitetos especializados que desenvolveu seus projetos, seja através de reforma e atualização, ou mesmo com a construção os novos estádios. Acrescentamos a isso a fantástica soma de dinheiro disponível para que estas edificações fossem erguidas. Ao assistir os jogos pela TV minha atenção fica dividida entre as jogadas dos grandes astros da bola e as rápidas imagens dos estádios, que mostram detalhes que podem parecer sem importância para leigos, mas que dizem muito para quem entende do assunto.

 

Alguns pontos merecem destaque, entre ele as coberturas todas em estruturas metálicas e membranas tencionadas. Esta tecnologia permite vencer grandes vãos sem sobrecarregar a estrutura de concreto e as fundações, além de se constituírem de um elemento arquitetônico de alta qualidade estética. Estas soluções permitem que a Veltins-Arena, de Gelsenkirchen, e a Commerzbank-Arena, de Frankfurt, tenham suas coberturas retráteis, garantido sempre a qualidade dos espetáculos independente das condições atmosféricas.



 Escrito por mestres da copa às 17h38 [] [envie esta mensagem]






Os shows da Copa do Mundo – Parte 2

Por Eduardo de Castro Mello

De São Paulo

 

Na mesma Veltins-Arena, foi executada uma solução muito interessante que confere à instalação esportiva uma enorme flexibilidade de uso em seu espaço. Falo do seu campo de jogo que evidentemente é um gramado natural, porém instalado sobre uma laje de concreto, que se movimenta sobre 16 trilhos de aço com 25 centímetros de largura e 300 metros de comprimento. Leva cerca de 4 horas para sair do interior da Arena e ficar no lado externo do estádio, mas permite uma regeneração do gramado em contato com o ar livre e libera o interior para os mais variados eventos que não utilizam de piso de grama natural.

 

Ainda destacamos os locais para o público nas arquibancadas com cadeiras individuais, de assento rebatível, em número correto entre as passagens transversais de acesso e saída, que além de se constituírem um importante item de segurança nos estádios, garantem que o torcedor tenha o seu local reservado para assistir aos eventos;

 

A correta iluminação é destaque também. Com refletores de alto rendimento em número e posicionamento ideais eliminam a desagradável sombra em forma de cruz que acompanham os jogadores em vários dos nossos estádios. O RheinEnergie Stadium, de Colônia, por exemplo, é iluminado por 210 projetores de 2.150 watts cada um. Isto representa uma demanda de energia de 450 kilowatts/hora. Este mesmo estádio, antes de sua reformulação para esta Copa, tinha 400 projetores e necessitava de 800 kilowatts/hora. Esta questão da iluminação é apenas um dos itens que demonstram como é possível modernizar estádios existentes.

 

A África do Sul está se preparando para o Mundial de 2010 e o Brasil já se candidatou para a sede de 2014. Se o trabalho não começar já, com uma comissão organizadora de alto nível, que esteja assessorada por equipes que realmente conheçam o assunto – e que existem em nosso País –, será muito difícil chegar perto do que a Alemanha nos apresenta nesta Copa. Indendente do final da Copa, os alemães, nesse quesito, já podem levar a taça. Se você não reparou no espetáculo dos estádios, terá uma chance novamente, na terça, em Dortmund, no próximo jogo do Brasil.



 Escrito por mestres da copa às 17h37 [] [envie esta mensagem]






Parreira descansa...

Por Anderson Gurgel

De São Paulo

 

No que será que pensa Parreira enquanto passeia

pela Alemanha? Será que ele já decidiu quem joga

contra Gana, na terça? (Foto: Divulgacação)

 

O técnico da Seleção Brasileira, Carlos Alberto Parreira, aproveitou a folga após a convincente vitória do Brasil sobre o Japão, ontem, por 4 a 1, para passear. Um dos lugares visitados foi a exposição “Futebol, Um Olhar Brasileiro”. A mostra está na Casa Placar, ação de marketing da revista de mesmo no nome, que está sendo realizada em Colônia, na Alemanha.

 



 Escrito por mestres da copa às 17h29 [] [envie esta mensagem]






Banzai!

Por Carlos Ribeiro

De São Paulo

 

Eu, no Japão, comendo no balcão de um restaurante de lá (Foto: Arquivo Pessoal)

 

Vai ser um sufoco para mim hoje no dia do jogo do Brasil com o Japão, que é como a minha segunda pátria. Bem, vamos lá... Nem podemos imaginar quanta coisa gostosa tem o Japão e quanto nós fomos influenciados por este país nos quase 100 anos de imigração japonesa aqui em terras brasileiras (o centenário será comemorado em 2008). É uma relação muito forte entre as duas culturas, na dança, na música, na gastronomia e agora mais que nunca no futebol.

 

E por isso  vamos  fazer aqui uma homenagem ao nosso querido Japão com uma receita bem gostosa que comi pela primeira vez na cidade de Osaka que chama Okonomiaki. É um tipo de fritadinha, ótima para comer com  cerveja ou uma caipisakê.

 

Esta receita dá para quatro pessoas. Ah!, esta dica e outras mais você pode encontrar no site da minha amiga a Chef Débora Cordeiro  www.pratofeito.com.br .

 

Quem quiser mais dicas sobre o  Japão escreva para mim. Fui duas  vezes para lá falar da nossa gastronomia por causa do me projeto "Paisagens Gastronomicas Brasileiras". Tenho muitos amigos, conheço  varias cidades, comi e bebi muito...

 

Receita do Okonomiaki

 

Massa:
2 ovos grandes
400g de repolho fatiado
50g de cará
2 xícaras de chá de farinha de trigo
2 xícaras de chá de água
300g de carne de porco
Sal

Molho:
4 colheres de sopa de maionese
4 colheres de sopa de catchup
4 colheres de sopa de molho inglês

 

MODO DE PREPARO:

Em uma tigela bata os ovos e acrescente o cará, o repolho, a água e por último a farinha de trigo e misture até a massa ficar homogênea. Numa chapa aquecida doure a carne de porco e jogue uma medida de concha da massa por cima, dourando-a dos dois lados até ficar cozida. Prepare o molho à parte misturando todos os ingredientes e sirva sobre a massa feita.

 

Outra dica

Se quiserem comer Okonomiaki no Brasil mesmo, minha dica é o Restaurante Waka ( bem simples come no  Balcãozão). O Chef Numata Sam faz que um que é uma  maravilha e também é chegado num cerva bem gelada. Não se assustem a comida é mesmo no balcão, como no Japão.

 

Serviço:

Restaurante  Waka

Av.Brigadeiro Luiz Antonio, 2.050 loja 15 - Bela Vista

Tel 3191 0280



 Escrito por mestres da copa às 12h11 [] [envie esta mensagem]






A beleza do futebol

Por Anderson Gurgel

De São Paulo

A Casa Placar, projeto da Editora Abril para a revista Placar, construiu um espaço de mais de 700 metros quadrados, às margens do rio Reno, na cidade de Colônia, Alemanha. O evento vai até hoje e, além de atrações especiais, como a visita, ontem, de Pelé, expôs fotos históricas do futebol.

 

Imagens históricas

 

O suor de Pelé "desenha" um coração na camisa canarinho (Fotos: Divulgação Placar)

 

A magia do futebol  parece vencer a gravidade (momento 1)

 

A magia do futebol vence a gravidade (momento dois)

 

 

Homenagem ao Pelé, ontem

 

O Rei recebe mais uma homenagem, agora em Colônia

 

 

 



 Escrito por mestres da copa às 11h34 [] [envie esta mensagem]






Brasileiros na Alemanha se solidarizam com jogadores


Por SANDRA MEZZALIRA GOMES
De Berlim

A imprensa tem explorado a má atuação da seleção brasileira neste 18 Torneio Mundial de Futebol desde a primeira partida contra a Croácia, no dia 13. O jogadores estariam entrando em campo "sem alma ou motivação" e não estariam proporcionando o espetáculo esperado pela equipe vencedora do último mundial e da Copa das Confederações. Ronaldo, por exemplo, estaria chateado e sem entender o motivo para tanta crítica. Para alguns brasileiros, os jornalistas estão mesmo exagerando e até faltando o respeito.
As irmãs Gisele e Elaine Battistela Olvera, de Limeira, moram em Berlim desde 2000 e relatam ouvir críticas em todo lugar. "No trabalho, na Fan Fest, os alemães estão falando mal demais do Brasil. Claro que a seleção podia jogar melhor e acredito que vai melhorar mas até agora não perdeu e está na liderança", observa Elaine. A situação piorou quando, nesta semana, um tablóide sensacionalista da capital publicou a foto de um gato gordo comparando com Ronaldo. "Isso é falta de respeito com ele, coitado."
Gisele ficou inconformada no dia da partida, quando estava acompanhando o jogo na Fan Meile. "Um alemão ficava falando bem no nosso ouvido que era pela Austrália e que o Brasil estava uma droga. Ele irritou o tempo todo e nós estávamos todos de verde e amarelo, ele sabia muito bem que éramos brasileiros".
O Berliner Kurier do domingo, que trouxe também uma nota sobre o falecimento do Bussunda, mostrou Ronaldo nos braços de sua mãe com a manchete: Mama hat ihn noch lieb... (sic/Mamãe ainda o ama), insinuando que só ela estaria o apoiando. Quem esteve no estádio em Munique viu o contrário, uma torcida mostrando o carinho e a confiança em Ronaldo, chamando seu nome várias vezes.
Fato é que muitos brasileiros estão torcendo para o Brasil, mesmo já classificado, dar o espetáculo esperado hoje à noite contra a seleção treinada por Zico e assim fechar a boca dos críticos.
Escolher o local para assistir ao jogo Brasil x Japão parece outra dificuldade desta quinta-feira em Berlim. O tempo é decisivo já que, com chuva, os locais open air deverão ficar vazios e os estabelecimentos cobertos, lotados. Já quem for ficar em casa aqui na Alemanha, tem a oportunidade de telefonar de graça para o Brasil durante a partida (saber se quem está do outro lado da linha quer mesmo falar com você neste momento é outra história...). São promoções das chamadas linhas baratas, como a 010012 ou a 01074 que aproveitam o Mundial para divulgar seus serviços (aliás, normalmente o preço do minuto com tais linhas ficam abaixo de 0,05 centavos de euro o minuto. A diferença comparando com o que o brasileiro paga para ligar para cá é incrível).
O Japão precisa da vitória para se classificar. A seleção canarinho, se empatar, está no primeiro lugar do Grupo F. Com seis pontos, o Brasil é seguido pela Austrália (3 pontos). Croácia e Japão conseguiram apenas um ponto nesta primeira fase. E se há reclamações sobre o desempenho dos craques em campo, a campanha pode não ser das melhores mas está levando o Brasil adiante e muitos torcedores, brasileiros e estrangeiros, acreditam na evolução do time durante o campeonato. Por isso mesmo que, merecendo elogios ou não, a maioria nas ruas deverá demonstrar seu apoio vestindo novamente verde e amarelo. E deixe os tablóides falarem.



 Escrito por mestres da copa às 08h21 [] [envie esta mensagem]






A BELEZA DO TOQUE DE CLASSE

 

Por Fabio Cunha

De São Paulo

 

Após observar e analisar os jogos da primeira fase, cheguei a uma conclusão... A Holanda é a equipe que tem o melhor toque de bola.

Não quero dizer que a Holanda é a equipe mais eficiente, até porque em algumas posições falta um pouco de qualidade técnica, mas é a equipe que no conjunto tem o toque de bola mais bonito.

O time toca muito a bola, sem pressa e raramente dá chutões ou faz ligação direta defesa-ataque. Os atletas estão em constante deslocamento para passar e receber, isso facilita o toque e a posse de bola. É comum ver os holandeses darem um ou no máximo dois toques na bola.

Não sei se a Holanda vencerá Portugal ou se irá mais adiante, mas o que apresentou até agora, principalmente para uma equipe jovem, me convenceu que é um time de futuro.

A Holanda joga ofensivamente e é a única seleção que ainda utiliza pontas.

Devemos valorizar sempre o futebol ofensivo e bem jogado.

 

 



 Escrito por mestres da copa às 19h23 [] [envie esta mensagem]






"Alguém entrou com meu ingresso (parte 2)"

Por SANDRA MEZZALIRA GOMES
De Berlim

Como Deus é justo e minha intuição é boa, a novela dos tíquetes da Fifa não acabou mal (para entender, leia a parte um com o mesmo nome). Aqui vale ainda um comentário extra: quando estava indo para o estádio, uma senhora alemã me perguntou aonde eu assistiria o jogo "tão bonitinha fantasiada de torcedora" (!). Respondi, "no estádio, acho". Confesso que cheguei a pensar se não seria besteira ir até lá já que corria o risco de nem conseguir ver o jogo de alguma tv caso não entrasse mesmo na arena. Mas algo dizia que tinha de tentar.
E eis que então, com o jogo já nos vinte minutos, no momento em que o funcionário da Fifa me avisava que eu não poderia entrar mostrando meu documento, que provavelmente alguém já estava no estádio com o ingresso no meu nome, chega por trás uma equatoriana e me pergunta em espanhol: "Brasileira? Quantos ingressos quer?". Puts, que pergunta difícil! Disse "dos", falei "n" vezes "muchas gracias", joguei meu beijo para o "céu" por mais essa força e corri para o estádio enquanto ligava para minha irmã avisando que era pra pegar um táxi e vir ver o jogo ao vivo! E de graça!
Ela, que infelizmente estava trabalhando, conseguiu achar outro amigo nosso que me encontrou na frente da arena no intervalo e assistiu ao segundo tempo comigo fascinado com toda nossa sorte e a incrível história.
Foi super mágico ver o jogo, casa lotada pela torcida alemã e suas bandeiras, conferir ao vivo duas ótimas seleções em campo e o melhor de tudo, num lugar muito melhor do que o meu ingresso original! Claro que, como outros milagres que acontecem na minha vida, não esqueci de agradecer a Deus e de mais uma vez constatar que, quando se luta por algo justo e se tem determinação, se chega lá.


 Escrito por mestres da copa às 17h53 [] [envie esta mensagem]






"Alguém entrou com meu ingresso (parte 1)"

Por SANDRA MEZZALIRA GOMES
De Berlim

A "novela" deste dia 20 de junho, jogo Equador e Alemanha, jamais vou esquecer. Como jornalista, claro que estou atenta e muito brava com o mercado negro, afinal, se teve um ponto que a organização da Fifa foi criticada foi no processo de vendas de ingressos e todo mundo está vendo que, se a idéia era impedir os cambistas de agirem, não funcionou. Eles estão por toda parte e principalmente nos arredores do Estádio oferecendo os tíquetes pelos mais variados preços.
A primeira prova que tive da comercialização ilegal dos bilhetes foi na semana passada, quando D. me ofereceu para ver a partida Brasil x Croácia por cem euros. Conhecido teria vários tíquetes para vender. D. foi buscá-lo num hotel e contou que o bolo de euros e a quantidade de tíquetes que viu, impressionou. Não me deixou nem fotografar o tíquete nem citar nomes, afinal, sabe que não foi legal o que fez.
Ainda naquela terça-feira dia 13, quando tive de insistir para dizer que não queria entrar no Estádio com ingresso do mercado negro (sem falar que acreditava na seriedade do controle e achava que D. mesmo não passaria pela catacra), lembrei-o que tinha dois bilhetes para os jogos do dia 20 e dia 30, conseguidos de formas correta pelo site da Fifa no início do ano passado e comprados por preço justo. Fui então com minhas amigas cobrir o show da Ivete Sangalo e lá mesmo conferir a partida, D. foi só neste jogo e no de Munique.
O que eu não sabia até então era que tinha sido "vítima" do mercado negro e errei ao ter confiado na pessoa quem comprou para mim os tais bilhetes, a qual vou chamar aqui de R.. Achava que a história estava mal contada já que a entrada para o dia 30 chegara em abril e a do dia 20, nada. Quando indagava R., ouvia que a Fifa tinha feito um erro na distribuição mas que poderia entrar no estádio com meu documento. Tinha a desconfiança, porém, que R. vendera os ingressos e estava com receio de falar a verdade. Sei que escrevi um email para a Fifa na quarta-feira, 14. Ela respondeu ter enviado os ingressos.
Ao checar no "costumer service" do site oficial da federação, no entanto, nossos nomes (meu e de R.), continuavam lá como os proprietários dos mesmos. Como também nunca vi um centavo deste dinheiro, fui ao Estádio Olímpico acreditando que conseguiria assistir à partida e que os bilhetes talvez pudessem mesmo terem "se perdido" no caminho.
Depois de quase uma hora procurando o local para retirar os ingressos, passando por dezenas de cambistas ainda tentando encontrar os últimos clientes, já que o jogo começara, fui atendida por um rapaz que informou: „sim, a senhora tem razão. Seu nome está aqui, é como se a senhora estivesse no estádio, quer dizer, alguém entrou com seu nome ou seu lugar ficou vazio mas não posso fazer nada. Seu erro foi ter confiado no Sr. R. Sinto muito".
Nem precisa contar a minha decepção e revolta com todo o "teatro" por causa destes bilhetes e ainda fiquei me questionando o que aconteceria se, a provável pessoa que entrou com meu nome no estádio, tivesse uma bomba consigo ou aprontasse alguma coisa. A polícia viria atrás de mim? Afinal, toda complicação do sistema de vendas dos ingressos era para evitar o mercado negro e garantir a segurança. Depois soube que R. realmente comercializou sem me contar, ou seja, alguém realmente entrou com o meu nome no estádio.


 Escrito por mestres da copa às 17h46 [] [envie esta mensagem]






Bola polêmica


Por Anderson Gurgel


De São Paulo



Histórias da Copa:



“A bola mais polêmica de todos os tempos passou o dia 20 de junho na Exposição Placar, que fica no Museu Olímpico de Esportes, em Colônia, Alemanha. Avaliada em US$ 500 mil doláres, a ilustre visita tem um significado para lá de especial para o futebol mundial. Marco de uma discussão que se estende há 40 anos, a bola mais famosa da história do campeonato definiu a vitória dos ingleses na final da Copa de 1966, disputada entre Inglaterra e Alemanha. O lance decisivo durante a prorrogação é duvidoso para muitos até hoje. A “celebridade” reuniu hoje em solo alemão o ministro de esportes da Inglaterra, Richard Caborn, o ministro das finanças Gordon Brown, o secretário parlamentar do Ministério do Exterior, Lord Friesman, além dos ex-jogadores, o inglês Tony Woodcock e o alemão Wolfgang Weber, que disputou a famosa final. Após a conclusão do juiz, a bola foi roubada pelo jogador alemão Helmut Haller. Após 30 anos na Alemanha, ele a devolveu aos ingleses e a bola permanece há três anos em território britânico. Mas hoje, exclusivamente por um dia, os ingleses deram uma ‘canjinha’ para ela matar a saudade do antigo lar.”*




A bola da polêmica volta à Alemanha (Foto: Divulgação)



*A informação é da assessoria da Exposição Placar na Alemanha. Tenho mais material sobre esse assunto. Divulgo com calma depois.




 Escrito por mestres da copa às 15h50 [] [envie esta mensagem]






Imagem do Brasil no exterior

Por Anderson Gurgel

De São Paulo

Essa é a logomarca do projeto (Imagens de divulgação)

Provavelmente poucos saberão, mas já na Copa passada foi feito um grande trabalho do Governo Federal para capitalizar com o Mundial. É fácil entender o porquê: a audiência global é de bilhões de pessoas - a Fifa estimou em 30 bilhões de telespectadores de audiência acumulada na competição de 2002 - e cada jogo da seleção nacional é visto por pessoas no mundo todo. Com isso, é uma oportunidade única aproveitar o clima do futebol para gerar negócios.

 

A Apex, que cuida das exportações, vem desenvolvendo ações nesse sentido. Levando produtos nacionais para o exterior. A Cachaça, por exemplo.

 

Outra iniciativa é a do Instituto Marca Brasil. Eles criaram uma marca para colocar em produtos brasileiros no exterior. E vem produzindo eventos em todo mundo para divulgar a produção verde-amarela. Uma das recentes aconteceu entre 13 e 15 deste mês no Grand Central Terminal de Nova York (Estados Unidos), principal intersecção de linhas do metrô e trens da cidade.

 

Segundo dados do instituto, o evento atraiu cerca de sete mil pessoas ao longo dos três dias e a "ação visou a aquecer as vendas de destinos, produtos e serviços turísticos brasileiros entre o público norte-americano para a temporada de verão 2006/2007, além de ampliar a visibilidade do destino Brasil no mercado".

 

Veja uma imagem do evento:

 Americanos descobrem o Brasil



 Escrito por mestres da copa às 15h37 [] [envie esta mensagem]






Amarga dúvida argentina

 

Pegar Brasil nas semifinais ou Alemanha nas quartas-de-final?

 

Por Wendel Caballero de Mello

De São Paulo

 

Argentina e Holanda entram em campo já sabendo quem vai ser seus possíveis adversários das oitavas e das quartas e semifinais. As duas seleções têm as opções de jogarem contra México, segundo do Grupo D, ou Portugal, primeiro.

 

Quem quiser enfrentar os mexicanos precisa vencer o grupo C. Para a Argentina sair como primeira da chave necessita apenas de um empate e os holandeses dependem de uma vitória simples no jogo de hoje.

 

Mas mais do que escolher os oponentes da fase de oitavas-de-final, Argentina e Holanda podem decidir quem enfrentarão nas quartas e semifinais. Quem passar como primeiro do Grupo C jogará contra Alemanha ou Suécia nas quartas e ainda poderá pegar a Itália nas semifinais.

 

Já se alguma das duas seleções quiser fugir do embate dos anfitriões da Copa já nas quartas-de-final, o adversário nesta etapa seria Equador ou Inglaterra, porém existe a grande chance de topar com o Brasil nas semifinais.

 

Que doce dúvida deve ter neste momento Van Basten e José Pekerman, pegar Brasil na semifinal ou Alemanha nas quartas?

 Escrito por mestres da copa às 14h56 [] [envie esta mensagem]






Goleada e retranca no meio do Mundial

Por Anderson Gurgel
De São Paulo

 Alemanha: festa da bola (DZT/Centro de Turismo Alemão)

O jogo da anfitriã Alemanha contra o Equador marcou a passagem da linha divisória de meio da Copa do Mundo de 2006. Realizada ontem e vencida pela tricampeã germânica, por 3 a 0, a partida foi a 33ª deste Mundial que prevê 64 jogos. Como não poderia deixar de ser em um espetáculo midiatizado em cada detalhe, a sucessão de imagens faz com que tudo aconteça muito rápido. Parece que foi ontem que a mesma equipe alemã estreava contra a Costa Rica, com medo de dar vexame.

As mídias de maneira geral nos bombardeiam com um volume tão incalculável de informações e imagens que um close, por demorados segundos, em passarinho no estádio de Berlim, onde se deu a partida da anfitriã, pareceu durar uma eternidade. A “eternidade-flash” faz todos esquecerem os questionamentos que se colocavam sobre o time alemão, o medo do fiasco. Mais que nunca a Alemanha desfila firme na sua Copa caseira. Esperamos que o mesmo efeito-aceleração valha para o Brasil na partida de amanhã, contra o Japão, que o quadrado mágico funcione e esqueçamos o sofrimento dos dois primeiros jogos.

Se ainda não vimos o futebol-arte sempre esperado no que se refere à Seleção Brasileira, a Copa, em suas várias facetas, mostra-se como um show completo. Na Alemanha, sede da competição, e no Brasil, de quem se espera muito nessa disputa, o assunto é praticamente um só: futebol. Enquanto em campo o Mundial fica devendo – reportagens afirmam que a eficiência defensiva e a retranca dominam a competição; outras destacam a crise dos Camisa 10 –, nos negócios, o torneio arrebenta, vai para o ataque.

Segundo os primeiros dados que já foram divulgados, a 18ª edição da Copa já registra 21% de aumento na audiência global. A conseqüência é que gigantes corporativos do mundo todo já disputam seus espaços no evento que acontecerá em 2010, na África do Sul. Na audiência “in loco”, o sucesso da edição alemã não é menor. Dos jogos realizados até agora, foi registrada a lotação máxima nos estádios, o que dá um baile na Olimpíada de Atenas, de 2004, que foi um fiasco nesse mesmo quesito. Em oposição ao que acontece agora, nos estádios gregos, a falta de público gerava um constrangimento midiático.

É claro que, no Brasil, essa hegemonia temática é bem mais complexa do que se imagina. Por um lado, há polêmicas sobre a capacidade coletiva do selecionado nacional. Será que o time do técnico Carlos Alberto Parreira tem chances de conquistar o hexacampeonato? Charges comparando o presidente Lula com comandante da equipe nacional pipocam em todos jornais. Política, economia, futebol e humor, mostram-se eficazes como um quadrado mágico, a despeito da ineficiência do original, que deveria funcionar em campo.

Por outro lado, na personalização do espetáculo, dramas e feitos começam a surgir. O foco principal até agora é o jogador Ronaldo. Ele está gordo? Está estressado? Essa segunda hipótese ganhou destaque ontem, em sites especializados, como o “Cidade do Futebol”. O veículo noticioso levantou a tese de que o jogador seria vítima da Síndrome de Burnout, um quadro de físico e psicológico de estress muito alto.

O que é irônico, nesse balanço de meio de competição que fazemos aqui, é que o excesso de imagens não traz a total transparência desejada por um povo que devora tudo o que se produz em termos de informação sobre futebol. Talvez nunca saibamos o que de fato acontece nos bastidores da concentração, se realmente o problema do Ronaldo é gordura (quantos quilos ele pesa afinal?) ou um quadro de stress típico de executivos, como é a Síndrome de Burnout.

Contudo, pensar que possa ser a segunda hipótese encontra eco no que virou o futebol no mundo todo: negócio e espetáculo. Muito mais que nossos corações entram em campo junto com os jogadores. Contratos e marcas também estão, pesando sobre eles. O futebol é um “big business” no mundo atual. Dados de um censo da Fifa de 2000 apontam que mais 240 milhões de pessoas praticam regularmente esse esporte em 1,5 milhões de equipes e 300 mil clubes.

Essa massa humana de amadores, na somatória com o seleto grupo profissional, gera uma movimentação de negócios próxima a US$ 250 bilhões por ano. Mais que o valor de negócio, há também os bilhões de corações e mentes voltados para os campos alemães. E ainda estamos somente no meio da competição.



 Escrito por mestres da copa às 10h19 [] [envie esta mensagem]






México Obá!! Mexico Olé!!

Por Carlos Ribeiro

De São Paulo

 

Brasão do México  

 

Quer uma comida gostosa para saborear enquanto assiste ao jogo do México versus Portugal, nesta quarta, às 11h? A dica do chef é o restaurante Obá, que fica nos Jardins, em São Paulo. O restaurante faz um cardápio de primeira com sabores  autênticos da cozinha mexicana.

 

No cardápio para o jogo México versus Portugal, o Obá, que reúne em seu cardápio as culinárias mexicana, brasileira, tailandesa e italiana, terá tequilas da marca Casa Herradura, cerveja Dos Equis e a tradicional margarita, em seis opções: clássica, melancia, abacaxi, maracujá, kiwi e morango.

 

Nos petiscos, guacamole, salsita, tacos de carnitas, mole verde, albóndigas al chipotle, tostadas entre outros.

 

Falando em guaca mole...

 

Tenho passagens muito boas no México, pois foi sobre este país que fiz minha pesquisa de mestrado, gente muito festeira e calorosa! Um das delícias daquele país que não me canso de fazer é a Guacamole com  Avocado! Para acompanhar uma boa Cerveja Baden "Cristal", de boa qualidade ou outra de seu gosto.

 

Imagem do tradicional prato mexicano

 

Veja a receita dessa iguaria:

 

GUACA MOLE

 

Ingredientes:

1 abacate tipo avocado
½ cebola picada
½ pimenta picada
2 raminhos de coentro fresco picado
suco de 1 limão grande
azeite de oliva
azeitonas pretas sem caroço
sal a gosto
coentro

 

Preparo: Retirar toda polpa do abacate e amassar com garfo. Junte a cebola picada, a pimenta e os raminhos de coentro ao abacate e misture bem. Acrescente o azeite e o suco de limão. Acerte o sal e decore com rodelas de azeitona preta e algumas folhas de coentro. 5 Sirva acompanhado de nachos em pequenas forminhas de louça.

 

Serviço

Obá Restaurante

Rua Melo Alves, 205

55 11 3086-4774

Guacamole: receita de Carlos Ribeiro,

chef do Restaurante Tomie Othake tel. (11)  2245 1918



 Escrito por mestres da copa às 23h06 [] [envie esta mensagem]






Galvão Bueno continua dando mancadas

 

Agora o narrador não acerta os cruzamentos da fase eliminatória

 

Por Wendel Caballero de Mello

De São Paulo

 

A grande pergunta é: será que não existe um produtor, assistente de produção, estagiário ou quem quer que seja para explicar as chaves e os cruzamentos das oitavas, quartas e semifinais para o Galvão “Mancada” Bueno?

 

Pois não é possível a cada transmissão da Globo ele ficar falando que a Copa está divida em duas partes, com os quatro primeiros grupos (A, B, C e D) e a outra metade. E que as equipes da parte de cima, ou seja, destas quatro chaves não se encontrarão com as da parte de baixo da tabela até a final.

 

Galvão acha que está narrando o Roland Garros, competição de tênis, em que é comum as chaves serem dividas em duas partes e não haver o cruzamento antes das finais entre os jogadores.

 

Todavia, nesta Copa do Mundo, os cruzamentos são possíveis. Exemplo disso é o Brasil que se encontra no grupo F, parte de baixo da tabela, e se ficar em primeiro enfrentará o segundo do E. Todavia, se os brasileiros ficarem em segundo lugar na chave irão enfrentar as equipes da parte de cima da tabela na semifinal, como a Alemanha (grupo A) ou Argentina (grupo C).

 

A regra é a mesma para os outros grupos e o posicionamento nos chaveamentos eliminatórios depende da colocação nesta etapa de grupo. Será que fui claro?

 



 Escrito por mestres da copa às 18h36 [] [envie esta mensagem]






Evento gastronômico em clima de Copa do Mundo

Por Anderson Gurgel

De São Paulo

 

Nosso companheiro aqui no blog Mestres da Copa, o chef Carlos Ribeiro, realiza hoje, em São Paulo, um grande evento gastronômico. Ele, que é da Faculdade de Tecnologia em Hotelaria, Gastronomia e Turismo de São Paulo (Hotec), em ritmo de Mundial de Futebol, convida para o Primeiro Fórum de Gastronomia.

 

O evento, que será realizado a partir das 19 horas, na Câmara dos Vereadores de São Paulo (Auditório do Plenarinho), irá reunir mestres da culinária brasileira. Além de Carlos Ribeiro, outros destaques são Linda Susan, Luciana Paolucci, da Univale de Santa Catarina, e a jornalista e pesquisadora Helena Jacob, que estuda mídia e gastronomia e também já colaborou com este blog num post interessantíssimo sobre Portugal e Angola.

 

Carlos também está nos brindando com deleciosos posts sobre a alimentação e cultura dos países que participam da Copa da Alemanha. Famintos, aguardamos os novos pratos, ou melhor, posts...

 

Livros em Lançamento

 

Para o evento está programado, ainda, o lançamento da série de cinco livros assinados pelo professor e chef Carlos Manoel Ribeiro, editados pela Hotec: Gastronomia: História e Cultura; Panificação; Confeitaria; Estrutura, Funcionamento e Higiene na Cozinha; e Cozinha Contemporânea.

 

O primeiro deles, Gastronomia: História e Cultura, inclusive, tem muito a ver com esse momento de globalização dos assuntos e das culturas, que acontecem em ritmo de Copa do Mundo.



 Escrito por mestres da copa às 11h33 [] [envie esta mensagem]






Copa do Mundo, Futebol e Cultura

Por Domingos Antonio D’Angelo Junior

De São Paulo

 

Além dos Guias especializados, nesses tempos de Copa do Mundo, algumas revistas publicaram edições especiais sobre o futebol e Copa. Podemos destacar:

 

 (Divulgação)

 

NATIONAL GEOGRAPHIC BRASIL

A edição de junho, em reportagem, “O Jogo da Vida”, com 26 páginas, tem a introdução de Sean Wilsey e oito especialistas analisam o jogo e seus reflexos: Costa do Marfim, por Paul Laity, Inglaterra, por Nick Hornby, Brasil, por John Lanchester, Costa Rica, por Matthew Yeomans, Espanha, por Robert Coover, Angola, por Henning Mankell, Argentina por Thomas Jones, e Croácia, por Courtney Angela Brkic. Em outra reportagem de seis páginas: “As Duras Penas”, Ronaldo Ribeiro, conta a vida do Íbis, o pior time do mundo. Junto com a revista temos um belíssimo e inovador Mapa-Pôster, o Planeta do Futebol, com dados estatísticos do futebol nos continentes e gráficos mostrando a plástica de cinco grande jogos. R$14,90.

 

GALILEU

Revista da Editora Globo, edição de junho, tem uma reportagem de Celso Unzelte, em 20 páginas, abordando 11 Craques das Copas, com Pelé, Maradona, Garrincha, Puskas, Beckenbauer, Cruijff, Paolo Rossi, Romário, Zidane, Ronaldo e Ronaldinho Gaúcho. Além de apresentar uma mini biografia de todos eles, tem “dicas” sobre livros, filmes e sites relativos aos ídolos. R$8,95.

 

TERRA

A revista Os Caminhos da Terra, Para Entender o Mundo, da Editora Peixes, em seu número de maio, tem uma matéria a “Civilização da Bola, A Dona do Mundo”, em que Thiago Medaglia em 16 páginas nos fala sobre as bolas de todos os tempos e todos os povos, procurando nos fazer entender melhor o mundo. R$9,90.

 

SUPER INTERESSANTE

Com edição especial de 66 páginas, toda dedicada ao futebol, a revista publica as seguintes reportagens: 1) Por que o Brasil é o País do Futebol?, por Fabiano Bittencourt; 2) Bola na rede, com sites de futebol; 3) Alemanha 2006, por Marcelo Orosco, em sua linguagem especial, analisa as 32 seleções/países que disputam a Copa da Alemanha; 4) Mão na bola pode, seu juiz? Não tem juiz?, Celso Unzelte conta a história das regras do futebol; 5) Uma partida Tecnológica, Paulo Cesar Martin “inventa” toda tecnologia aplicada ao futebol. Na mesma edição você encontra ainda pequenas historias das Copas, filmes e músicas do futebol. R$9,95.

 

MUNDO ESTRANHO

Também com edição especial dedicada ao futebol em 82 páginas repletas de curiosidades como Linha do Tempo(campeões, artilheiros de 1930 a 2002), Antes das Copas (as trajetórias das seleções antes do primeiro mundial), As Eliminatórias, Os Mundiais, O Brasil nas Copas, Momentos Estranhos, Recordes das Copas, A Copa de 2006 e Ranking da Seleções. R$14,95

 

RAIZ-CULTURA DO BRASIL

A edição de junho, com texto de Diogo Monteiro, em 12 páginas mostra As Razões do Futebol ou Por que o Futebol se transformou no símbolo máximo da identidade nacional. R$7,50

 

Renova-se a dificuldade em escolher a melhor, portanto compremos todas...



 Escrito por mestres da copa às 10h57 [] [envie esta mensagem]






Maradona es más grande que Pelé

 

Por Wendel Caballero de Mello

 

Caro amigo Pedro Furtado, conheço-o muito pouco, todavia já posso dizer que sabe muito de futebol e acerta em cheio ao dizer que “Maradona es más grande que Pelé”.

 

Como você, não me prenderei nas comparações técnicas e sobre a época em que jogaram, títulos, gols e etc para apoiar tua opinião. Mas ressaltarei a postura como pessoa, torcedor, cidadão de Diego.

 

Enquanto Maradona é o povo, é o quilombo argentino, é o carnaval, é Boca Jrs, Pelé é o Mike Jackson. Não é negro, não é brasileiro, não é homem, não existe. Nem ele, Édson Arantes do Nascimento, fala de si em primeira pessoa.

 

Nos últimos tempos, influenciado pela postura de Maradona, que cansa de ser destaque em seu camarote em La Bombonera, o Édson, ou Pelé, nunca sei quando é um e outro, resolveu aparecer na Vila Belmiro e copiar o estilo de Don Diego.

 

Mas Pelé não nasceu para ser ator, ratificar-me-ão quem viu alguns de seus filmes, pois mesmo com vitórias do Peixe o ex-camisa 10 santista não empolga. Diferentemente do rival argentino, que canta as canções das arquibancadas e veste a camisa do clube.

 

Ah, antes que os brasileiros venham me amolar com a mesma conversa de sempre, e atacar e condenar o Diego por seu envolvimento com as drogas, YO DIGO: Se até Jesus tropeçou. E o caso de Diego mostra que ele é como nós, de carne, de osso, passível ao sucesso e aos desencantos da vida.

 

E para todos deixo um hit cantado nos estádios e ruas por onde passam a barra quilombera argentina:

 

“Brasilero Brasilero, que amargado se te ve, Maradona es Más grande, es Más grande que Pelé”.



 Escrito por mestres da copa às 19h15 [] [envie esta mensagem]






Pagando caro por escolher lugar errado para assistir ao jogo

Por Sandra Mezzalira Gomes
De Berlim

Desde o início da Copa estou tentando acompanhar as partidas de locais diferentes até para poder relatar a atmosfera e testar as várias possibilidades que a capital alemã oferece. Como o jogo era Brasil e Austrália, fui para a Torstrasse, em Berlim Mitte, onde estão um bar, uma lanchonete e um restaurante-discoteca, que ganhou fama por ser frequentado pelo jogador Marcelinho Paraíba. Costumo brincar que a rua é nossa Little Brazil, como a de Nova York, já que são cerca de 10 estabelecimentos brasileiros por aqui e ela é a única rua que reúne três deles.

O "tour" começou então às 16:30, pelo bar. Vazio, com as portas ainda fechadas, só um papel em uma mesa na rua avisando que ela estava reservada para às 16:00 (como o dono também é brasileiro, provavelmente sabe que o horário não importa muito...), indicava que haveria algum movimento por ali. Na lanchonete, dois clientes e a garçonete sentados conversavam. Nem sinal de que, em um hora, a seleção entraria em campo para enfrentar a Austrália.

Daí, o restaurante, eleito para ser a base nos próximos noventa minutos. Marquei com uma amiga médica, mineira, e ela reservou uma mesa. A primeira surpresa foi na entrada. Queriam cobrar cinco euros. "Mas a gente só quer ver o jogo", argumentavam muitos ao saberem que tinham de pagar. A resposta era que teria também música ao vivo antes e depois da partida. Sentamos por volta das 17:05. Quando, às 17:40 a garçonete ainda não tinha anotado nosso pedido, decidi ir buscar a bebida no bar.

Era dia de buffet. Até onde lembrava, o mesmo custava cerca de 7 euros. Recordava ainda de ter comido lá um certo domingo e não gostado muito. Mas uma carne que parecia "bife à cavalo" me convenceu. O erro da noite. O arroz, unidos venceremos, a carne, era fígado (!), a feijoada com um sabor horrível, sem vinagrete e a laranja, seca. A coxinha estava "comível" e o resto desanimei de provar. Larguei o prato cheio e minha frustração aumentou quando o garçom veio pedindo 10 euros! Isso sem citar que a bebida é mais cara do que em outros estabelecimentos e a cerveja estava quente.

O pior no entanto, estava para vir durante o jogo. Os dois telões não funcionaram direito o tempo todo. Hora sumia o som, hora a imagem. A sorte foi que, munidos de apitos, a torcida avisava quando não conseguia mais assistir ao jogo e eles consertavam o problema, que se repetia minutos depois. Após a sexta ou sétima vez, teve quem ficou impaciente, reclamando e vaiando.

De Campinas, o bancário Ricardo Köhller também se unia aos coros dos insatisfeitos. "Foi a pior comida brasileira que já comi em Berlim e ainda pagar cinco euros de entrada para ver em um telão que não funciona. Não valeu a pena."

Pelo menos a seleção garantiu a vitória e a festa da torcida que lotou o local. Mesmo com a chefe garantindo que o problema não se repetirá na próxima partida, lá eu não volto nem para ver o jogo, nem pra comer, a não ser que troquem os telões e as cozinheiras.

PS. Triste foi saber no dia seguinte que em outros dois restaurantes brasileiro em Kreuzberg ou mesmo no que fica em Charlottenburg, os preços eram acessíveis, ninguém cobrou entrada e o telões funcionaram perfeitamente. Nem sempre se acerta.



 Escrito por mestres da copa às 17h58 [] [envie esta mensagem]






Estádio de Colônia em destaque - Parte 1

Por Eduardo de Castro Mello

De São Paulo

 

 

Imagem externa do estádio em Colônia (Fotos: DZT/Centro de Turismo Alemão)

 

Foto interna do RheinEnergie Stadium

 

Continuando nossa apresentação sobre os estádios e arenas da Copa da Alemanha vamos escrever um pouco sobre o “RheinEnergie Stadium”, de Colônia.

 

No passado e, portanto nos nossos estádios, as torres de iluminação iluminavam não apenas o campo de jogo como, também uma vasta área em torno do estádio e ele se tornava visível de longa distância, com uma perda enorme de eficiência.

 

Hoje felizmente a tecnologia é outra e os projetores utilizados concentram a iluminação onde ela é necessária, ou seja, no campo de jogo.

 

Este estádio é iluminado por 210 projetores de 2.150 watts cada um. Isto representa uma demanda de energia de 450 kilowatts/hora. Este mesmo estádio, antes de sua reformulação para esta Copa, tinha 400 projetores e necessitava de 800 kilowatts/hora. Esta questão da iluminação é apenas um dos itens que demonstram como é possível modernizar estádios existentes.

 

Aproveito esta oportunidade para abrir um espaço a um amigo uruguaio que, como eu, também é arquiteto e estudioso das instalações esportivas e reproduzo a seguir o texto que ele me enviou contando passagens de recente visita realizada a Colônia e ao estádio.

 

(Veja no post a seguir...) 



 Escrito por mestres da copa às 15h40 [] [envie esta mensagem]






Estádio de Colônia em destaque - Parte 2

Un arquitecto por el mundo

 

Por Alfredo Moreira Quirós

De Montevideo

 

En el otro hemisferio, KÖLN o Colonia o Cologne es la joyita del Río Rhin, marcada por sus laberintos medioevales y la hermosa Catedral Gótica, sus cervecerías y sus puentes.  Pudimos visitar el “estadio mundialista de Colonia” como una actividad mas del “19º Congreso IAKS de Arquitectura Deportiva”, en noviembre pasado. En el congreso se presentaron las obras proyectadas y realizadas, cortes, planos y perspectivas, en el viejo “Müngersdorfer Stadion de Köln”, ahora modernizado al Siglo XXI.

 

Implantado en el oeste de la ciudad –en el barrio de Müngersdorf - en un amplio Complejo Deportivo. Allí tiene su Sede el Instituto Alemán del Deporte, de rango universitario donde se gradúan profesores de educación física, arquitectos especialistas, gerentes deportivos, administradores y programadores. Hay 6 canchas de entrenamiento, un complejo natatorio abierto, la pista atlética, el Velódromo Rad-Stadion renovado con su óvalo en madera y el estadio de fútbol.

 

Este antiguo Mungersdorfer Stadion fue remodelado en 1974 para aquella Copa Mundial y ahora reformado a nuevo con un costo de 119.5 millones de Euros. De líneas rectas las cuatro tribunas se recuestan al campo y ahora –como varios estadios mundialistas- ha vendido su nombre a un “sponsor” privado, en este caso una empresa de electricidad, por eso su nombre “Rhein-Energie-Stadion-Köln”. La novedad principal ha sido incorporar cuatro grandes linternas uniendo los techos de cada tribuna. Esas torres cumplen varias funciones: de estructura y soporte de los techos volados, como iluminación extra y como imagen de la compañía Rhein Energie. Su capacidad ampliada llega a 44.893 asientos, incluyendo periodistas, discapacitados y palcos. Posee dos tableros luminosos esquinados de 48m2 c/u. Un restaurante sobre tribuna cabecera y acceso, 27 kioscos, una guardería, museo y tienda.

 

Estos últimos exhiben y venden todo tipo de ropa y recuerdos del club “1 F.C. Köln”,  su camiseta roja y blanca a rayas verticales. Es un club chico, pero con gran arraigo, 30.000 socios efectivos y 7 títulos nacionales, y el respaldo de una ciudad turística de un millón de habitantes. Como datos técnicos. El operador o comitente de obra fue la sociedad Kölner Sport Statten GMBH, los proyectistas Estudio Arquitectura GMP, Arq. Gerkan Merg y Asociados (Hamburgo), la estructura de Ing. Begermann y las dimensiones 220 x 180 x 72 metros de altura máxima.

 

A pesar que juega la selección de Alemania – el estadio está embanderado de rojo y blanco, los colores locales. Presenciamos una práctica de los seleccionados con estadio casi lleno. Éramos varios sudamericanos, que después para superar nuestro hambre nos ubicamos en la vieja Taberna de Papa Charlie. Muslitos de cerdo con chucrut, cerveza colonesa, piano en vivo y una vitrola con dos muñecos escala natural...que por supuesto tuvieron que tocar el himno uruguayo: La Cumparsita. Uno viaja por el mundo, pero siempre le tira su pago. ¡Y aunque URUGUAY no está en el Mundial, el futbol es una pasión universal! 



 Escrito por mestres da copa às 15h18 [] [envie esta mensagem]






12º Jogador

Anderson Gurgel

De São Paulo

Como vi pela TV, posso ter sido iludido, mas acho que não. Parecia que a Copa de 2002 não tinha acabado. A comemoração da torcida sul-coreana com o empate no jogo com a apática seleção francesa, junto com as imagens de euforia dos jogadores argentinos pós-goleada na equipe da República Tcheca, ajudou a tirar essa Copa do marasmo.

Deixo a discussão sobre a competência futebolística para os especialistas desse blog, mas que ver a Coréia do Sul jogar é emocionante isso não dá para negar. Vida longa ao time oriental! 



 Escrito por mestres da copa às 01h12 [] [envie esta mensagem]






Maradona é melhor que Pelé

Por Pedro Furtado*

Do Rio de Janeiro

 

Quando me convidei a fazer parte deste seleto grupo de colunistas, fiquei com dúvida sobre o que escrever:

- Copa do Mundo no Brasil,

- o futebol do quadrado mágico jogado na estréia,

- os estádios brasileiros,

- marketing esportivo durante a copa,

- ...

 

Minha cabeça fervilhava com idéias ou dúvidas, até que achei meu tema: MARADONA x PELÉ. Escolhi esse tema porque eu o considero melhor do que Pelé/Édson, pois para mim são a mesma pessoa.

 

Como torcedor não vi Pelé e infelizmente não vi Garrincha jogarem, por isso que o Pibe D´oro é o melhor jogador que vi em ação. Todos sabemos dos problemas que ele teve fora de campo, e a forma como ele deu a volta por cima mostra como ele é especial. Eu não quero comparar a vida dos dois fora de campo, pois se o Maradona teve problemas com drogas, o Pelé teve problemas com sócios, relacionamentos com dirigentes e desvio de verba da Unicef que até hoje não foram explicadas.

 

A forma como “La mano de Dios” se relaciona com a seleção argentina é que o torna melhor do que o Rei, quem já viu a emoção e a regência que ele mostra nas tribunas com a Argentina em campo entende do que eu to falando. Ele não esconde que é torcedor argentino, vai aos estádios com a camisa da seleção, pula, torce e vibra como um torcedor comum, já o Rei parece mais um estadista do futebol do que torcedor da seleção brasileira.

 

Seleção esta que desde que ele se aposentou em 72/73, ele tenta pôr para baixo, fazendo comparações incoparáveis. Já não vemos o argentino fazer isso, ele pode pedir um jogador, pode reclamar de algo, mas quando aparece a camisa azul e branca e toca o hino, ele esquece de tudo e é o primeiro a levantar a moral do time.

 

Eu não entendo o porquê do Pelé fazer isso, se ele tem medo de perder o título de Rei, se tem medo de cair no ostracismo como o que acontece com a maioria dos outros ídolos aposentados, mas ele não precisa ter medo, para a maioria da população mundial ele sempre será o Rei.

 

Por isso que revendo a cenas do Maradona no último jogo da Argentina, eu peço ao Rei:  esqueça seus medos, deixe de ser um estadista da bola e vire um torcedor comum, que o torcida brasileira agradecerá.

 

Abraços a todos e rumo ao Hexa!

 

* Pedro Furtado é empresário, administrador de empresas, especialista em finanças, contabilidade e esportes. Contato: pedro-furtado@uol.com.br

 



 Escrito por mestres da copa às 00h50 [] [envie esta mensagem]






Um Brasil campeão de fato

Por Fernando Miranda

De Porto Alegre

 

Não importa o que aconteça nos próximos dias. O fato é que o Brasil chegou à Alemanha  como favorito ao título de campeão. Quando acompanhamos o que está acontecendo na Copa do Mundo, experimentamos um grande contraste com a realidade do futebol que é praticado no nosso país.

 

Estádios maravilhosos. Lotados. Gramados perfeitos. Show de tecnologia.

 

Voce viu algum jogo começar atrasado? Voce pode imaginar algum jogador entrar em campo “mal inscrito”?

 

Regras precisas. Segurança.

 

Enquanto isto no Brasil... Vivemos uma realidade distinta.

 

Qual o elo de ligação entre estas duas realidades? Na minha opinião, só há uma resposta: Os CLUBES do FUTEBOL BRASILEIROS.

 

Muitos podem tentar capitalizar o mérito pelas conquistas passadas e futuras de nossa seleção. Mas apenas o esforço dos clubes para manter o futebol brasileiro vivo é que viabiliza a constante renovação do nosso futebol.

 

E a melhor notícia é que temos um imenso espaço para crescimento.

Imagine o que aconteceria se:

 

  1. Os clubes, de forma conjunta, impulsionados por uma verdadeira liderança, assumissem o comando do futebol brasileiro...
  2. E que este movimento permitisse a verdadeira profissionalização dos clubes, crescendo o “PIB” do nosso futebol, construindo estádios de verdade, atraindo investimentos e patrocínios...
  3. E que este movimento permitisse o crescimento técnico e utilização de ferramentas disponíveis na prospecção e desenvolvimento de nossos talentos...
  4. E que este movimento permitisse segurança jurídica nos investimentos e em nossas competições...

Independente do resultado do próximo jogo, não teríamos o melhor futebol do mundo?



 Escrito por mestres da copa às 00h39 [] [envie esta mensagem]






Espetáculo no campo e fora dele

Por Eduardo de Castro Mello

De São Paulo

 

Imagem aérea da arena

 

Imagem interna da arena alemã (Fotos: Divulgação)

 

Nossos “hermanos” argentinos estão satisfeitos com a importante vitória obtida sobre a equipe da Sérvia e Montenegro, e com razão afinal foram 6 gols a zero! Foi um jogo bonito de se ver depois de tantos jogos com gols poucos e concentrados no final dos 90 minutos.

 

Além do show argentino, outro show merece alguns comentários. Refiro-me ao estádio Veltins-Arena Gelesenkirchen palco de parte do Mundial. Trata-se de uma das duas arenas desta copa, muito moderna e com características fantásticas.

 

Foi projetada por HPP Hentrich-Petschnigg & Partner KG ( www.hpp.com ) e oficialmente aberta nos dias 13 e 14 de agosto de 2001.

 

De imediato virou um novo padrão de referência na arte de construção de estádios. A Uefa atribuiu a esse estádio multifuncional a categoria de cinco estrelas, a mais alta possível, comentando: “Esse recinto não apenas preenche os requisitos necessários, como também poderá ser qualificado como ‘estádio seis estrelas’”.

 

“Esse estádio é um projeto piloto para todo o mundo”, elogiou o presidente da Fifa Joseph S. Blatter. A final da Liga dos Campeões foi realizada nesse recinto em 27 de maio de 2004. O projeto de € 191 milhões do Fifa World Cup Stadium Gelsenkirchen foi inteiramente financiado com capital privado, sem qualquer custo para o cidadão.

 

Para os jogos do Campeonato Alemão a capacidade é de 60.979 lugares e para a Copa do Mundo a capacidade foi reduzida para 51.800 lugares. O campo de jogo com 118m x 79m (a Fifa recomenda 120m x 80m) é um gramado natural instalado sobre uma laje de concreto, que se movimenta sobre 16 trilhos de aço com 25 cm de largura e 300 m de comprimento e leva cerca de 4 horas para sair do interior da Arena e ficar no lado externo do estádio.

 

Desta forma, permite uma regeneração do gramado em contato com o ar livre e libera o interior para os mais variados eventos que não se utilizam de piso gramado.

 

A cobertura da Arena na sua parte central é móvel, em duas partes que podem abrir e fechar o ambiente em apenas 30 minutos, transformando o estádio em um espetacular espaço multiuso. Esta facilidade, aliada ao sistema do campo de jogo e uma grade de bons espetáculos nos dias em que não há jogos de futebol, garantem o retorno financeiro do empreendimento.

 



 Escrito por mestres da copa às 00h27 [] [envie esta mensagem]






Valeu a pena?

Por Luiz Felipe Santoro

De São Paulo

 

A cotovelada desferida pelo volante italiano De Rossi contra o atacante norte-americano McBride poderá render ao atleta uma severa punição por parte da Comissão Disciplinar da FIFA.

 

Embora o italiano tenha pedido desculpas públicas por seu ato covarde, a FIFA não deverá deixar o episódio impune.

 

A entidade, inclusive, antes do início do Mundial já havia orientado os árbitros a não tolerarem cotoveladas, simulações e a famosa “cera”.

 

Puxando pela memória dois outros casos semelhantes, o também italiano Tassotti foi punido com sete partidas de suspensão na Copa de 1994 ao quebrar o nariz do espanhol Luis Enrique dentro da área, em lance ignorado pelo juiz, mas punido pela Comissão Disciplinar.

 

Na mesma Copa, o brasileiro Leonardo acertou uma cotovelada no americano Tab Ramos nas oitavas-de-final, pegou 4 jogos de suspensão e ficou fora do restante do Mundial.

 

Casos de agressão não são uma novidade para De Rossi. Em 2004 o atleta foi punido com 3 jogos de suspensão na Champions League por agredir com um pontapé um jogador do Bayer Leverkusen.

 

A decisão da Comissão Disciplinar da FIFA em relação ao italiano deverá sair nos próximos dias.



 Escrito por mestres da copa às 00h06 [] [envie esta mensagem]






Imagem, música e futebol em Berlim Mitte – Parte 1

Por Sandra Mezzalira Gomes

De Berlim

 

 

Igreja onde está acontecendo a exposição (Fotos: Sandra Gomes)

 

João Modé monta sua instalação

 

Interligar o futebol e a música para mostrar que os mesmos são os principais discursos culturais da sociedade brasileira por meio de imagens, instalações, pinturas e outras expressões artísticas. Esta foi a idéia para montar a mostra  "A Imagem do Som Futebol", criada pelo curador e designer Felipe Taborda, foi aberta ao público na última sexta-feira, dia 16. É mais um evento da programação da Copa da Cultura.

 

A pretensão da exposição é ainda homenagear grandes compositores por meio da interpretação dos artistas visuais. Cada obra tem um LP indicando o nome do artista, do material utilizado e sua música predileta, associando então imagem, som e futebol. Felipe Taborda explica na introdução da brochura da exposição que há oito anos atua com o projeto "A Imagem do Som", dividindo a mostra em dez edições. Em Berlim, é a sétima etapa da atividade que já homenageou Chico Buarque, Gilberto Gil, Antonio Carlos Jobim, Dorival Caymmi e o Rock-Pop Brasileiro. Agora é a vez da Música Popular Brasileira (MPB) com nomes como Milton Nascimento, João Bosco, Jorge Benjor, Ivan Lins, Edu Lobo e outros.

 

Na exposição recém-inaugurada, são 30 artistas brasileiros, alguns residentes e com nome consolidado na Alemanha, outros em início de carreira, todos expostos na St. Elisabeth Kirche (Igreja Elisabeth), em Berlim-Mitte. E os trabalhos são os mais variados e criativos possíveis:

 

Na entrada do pátio, em frente à Igreja, encontra-se João Modé em atividade nesta sexta-feira. O artista utiliza fios para desenvolver uma "teia" junto ao público, que encontra uma caixa com novelos coloridos e tesouras à disposição de quem quiser colaborar com a obra. "É um pouco esta idéia da internet, as pessoas vão emendando os fios e formando a rede", explica João, enquanto adiciona mais alguns. A música escolhida foi "Goleiro" ("Eu Vou lhe Avisar", de Jorge Benjor).



 Escrito por mestres da copa às 22h09 [] [envie esta mensagem]






Imagem, música e futebol em Berlim Mitte - Parte 2

Por Sandra Gomes

De Berlim

 

Obra de Rosa Magalhães parece "sugar" o gramado (Fotos: Sandra Gomes)

 

Luiz Stein homenageou o "Flamengo"

 

Na fachada, Speto expôs três pinturas associando futebol e religião. "Até para pedir cerveja dizemos que tem de ser religiosamente gelada", brinca, explicando ter escolhido o tema por adequar-se também ao local e ainda, por ter suas crenças. Ele afirma já ter sentido o interesse do público durante os quase três dias em que preparou o trabalho. "As pessoas paravam para olhar, perguntavam. Acredito que a exposição vai ser bem visitada. A Copa da Cultura é uma oportunidade única para divulgarmos nosso trabalho, é muito bom tudo isso que está acontecendo".

 

Regina Silveira retratou o "Balé de Berlim", única canção que Gilberto Gil compôs desde que assumiu o Ministério da Cultura; Rosa Magalhães, selecionou "Na Cadência do Samba" (Que bonito é...) para criar a bola que parece ter "sugado" o gramado. Já Luzia Simons, nome respeitado e conhecido na Alemanha, enfeitou o altar uma bela flor que ganhou o título de "Voa canarinho". O quadro com as havaianas dominando o campo do Jair de Souza foi inspirado no "A taça do mundo é nossa"...

 

Para Nazareth Pacheco, que acompanha sim as partidas de futebol mas expôs seu trabalho sem modificá-lo por causa da Copa, a música escolhida foi Filho Maravilha. São 20 mil lâminas formando a cortina para um "quarto" no qual está uma "cama em acrílico". Nazareth conta que se cortou e precisou da ajuda de 5 pessoas para arrumá-las para a exposição (mais seis meses só fazendo os "fios") e os pequenos ferimentos causados por trabalhar com tal material valeram a pena pelo resultado, afinal, a instalação realmente chama a atenção, mesmo sem estar relacionada com o futebol.

 

A artista explica que o espaço seduz e agride já que não se pode entrar ou sair do quarto sem passar pelas lâminas. "Mas quando esta dentro se está protegido", explica Nazareth, que há cerca de cinco anos começou a mexer com agulhas, giletes e lâminas fazendo-as virar arte. "Desde criança passei por várias cirurgias, tenho esta identidade. Há também o lado feminino, a fragilidade do corpo", explica Nazareth, acrescentando ainda que este foi o seu maior trabalho.

 

Para oficializar a abertura, o coordenador da Haus der Kulturen der Welt (HKW) M. Bernd Scherer disse ser um prazer ver a HKW transformada em centro cultural brasileiro, agradeceu e destacou os envolvidos com o projeto que tornaram possível mais um dos mais de 200 projetos da Copa da Cultura.

 

O horário de funcionamento terça-feira, quarta-feira e sexta-feira, 15 às 19 horas. Às quintas-feiras, das 15 às 21 horas e no fim-de-semana, das 12 às 19 horas. Mais informações pelo telefone (030) 4404 3644.

 

Obs: Arnaldo Antunes, Gringo Cardia, Guto Lacaz, Jair de Souza e Luiz Stein participaram de todas as edições do projeto Imagem do Som. Alex Flemmimg, Cristina Canale, José de Quadros e Luzia Simons são artistas brasileiros que moram na Alemanha. A versão para a Copa da Cultura foi sugestão do coordenador Sérgio Sá Leitão e teve ainda entre outros apoios o de Erlon Paschoal, gerente da Copa da Cultura, da Embaixada Brasileira em Berlim, da Casa das Culturas do Mundo. 

 



 Escrito por mestres da copa às 22h00 [] [envie esta mensagem]






A COPA DO CONDICIONAMENTO FÍSICO

 

Por Fabio Cunha

De São Paulo

 

 

Analisando os jogos até agora, pude constatar um desempenho melhor das equipes que demonstraram estar melhor preparadas fisicamente e, principalmente, das equipes que mostraram mais empenho, dedicação e vontade.

 

Com os jogadores chegando em final de temporada na Europa, as altas temperaturas do verão alemão, o horário dos jogos e o alto nível de competitividade, o condicionamento físico será fundamental para a classificação e a eficiência da equipes e esquemas táticos.

 

Tirando a goleada da Argentina sobre a Sérvia e Montenegro, nenhum a outra equipe mostrou um futebol exuberante, algumas apresentaram um futebol com muita vontade e determinação.

 

Acredito que os sistemas táticos só funcionarão nas equipes que se preocuparam em dotar seus atletas de boas condições físicas.

 

Outro ponto que deve ser destacado é o risco de lesões musculares, novamente o condicionamento físico pode auxiliar e muito nesse aspecto.

 

O Brasil deve tomar muito cuidado, pois se acreditar que somente a habilidade individual dos jogadores irá decidir os jogos, estará cometendo um erro gravíssimo e, conseqüentemente, voltará mais cedo para casa.

Portanto, essa é a Copa do preparo físico.



 Escrito por mestres da copa às 17h02 [] [envie esta mensagem]






Samba, Suor e Cerveja

Por Oliver Seitz

De Munique

 

Brasil marca presença nas ruas de Munique (Foto: Sabrina Coelho)

 

Munique pode ser considerada a capital mundial da cerveja. A cada ano, durante a Oktoberfest, cerca de seis milhões de pessoas chegam à cidade para passar duas semanas brindando, bebendo e, eventualmente, dando vexame. É uma cidade que está acostumada com grandes eventos e com pessoas do mundo todo.

 

Por isso, não dá para afirmar que a cidade mudou muito com a Copa do Mundo. O tráfego flui da mesma maneira, o comércio continua fechando nos domingos e feriados e os ônibus, bondes, metrôs e trens continuam sem roletas. A cidade continua funcionando do mesmo jeito que sempre funcionou. E isso significa bastante, bastante tempo.

 

Munique é capital do Estado da Bavária, que é considerado o estado mais conservador de toda Alemanha. E imagine o que é preciso pra ser considerado conservador na Alemanha.

 

As poucas diferenças notáveis estão principalmente relacionadas ao propósito das pessoas que se encontram na cidade no momento. Se durante a Oktoberfest elas chegam com o único propósito de tomar cerveja, durante a Copa elas chegam para tomar cerveja e assistir futebol. Dessa maneira, é possível identificar através do uso de camisetas, chapéus e instrumentos musicais, grupos de torcedores de diversos países, em especial dos que jogarão na cidade.

 

Nesse final de semana, a cidade está tomada pelo verde-amarelo, mas isso não quer dizer uma suprema dominância de torcedores brasileiros; é fruto da coincidência de cores entre brasileiros e australianos. De qualquer maneira, ainda assim é possível perceber uma maior predominância de brasileiros, principalmente nos eventos de rua.

 

Quase não se vê manifestações da cultura australiana, uma vez que imagino que a cultura australiana não consista unicamente em cânticos bêbados e pessoas escalando monumentos públicos. A cultura brasileira, entretanto, é achada em cada canto, seja em rodas de samba, de capoeira, ou em pessoas bêbadas escalando monumentos públicos junto com os australianos.

 

Apesar da semelhança entre as cores dos dois times, é simples identificar quem são os australianos e quem são os brasileiros. São dois públicos bastante distintos. Enquanto os australianos são na maioria jovens em idade universitária trajando a camisa oficial atual da seleção australiana, os brasileiros em geral são homens com um pouco mais de idade que utilizam camisetas em referência ao país, mas raramente trajando a camisa oficial atual da seleção. Um padrão estranho.

 

Pelas poucas e rápidas conversas que tive, pude perceber que uma parte dos torcedores brasileiros conseguiu ingresso para a Copa através de alguma promoção da empresa em que trabalha. A outra parte, como eu, veio sem ingresso.

 

Falando em ingressos, enquanto assistia ao jogo da Itália num dos telões espalhados pela cidade, conheci um grupo de americanos e um grupo de suíços. Um dos americanos usava a camisa da Itália, mas torcia pelos Estados Unidos. Todos tinham ingressos para o jogo do Brasil. Os suíços tinham conseguido pela Budweiser, os americanos pela British Telecom.

 

Todos falaram que iriam torcer pro Brasil, inclusive o que estava com a camisa da Itália. Desejei boa sorte para eles quando fossem ao estádio torcer pelo meu país e fiquei com a sensação de que tinha alguma coisa muito errada com aquilo tudo. Devia ser a cerveja.

 



 Escrito por mestres da copa às 12h14 [] [envie esta mensagem]






Copa do Mundo, Futebol e Cultura

Por Domingos Antonio D’Angelo Junior

De São Paulo

 

Bola feita por Ruth Cardoso na exposição do Banco Real

(Fotos: Divulgação)

 

Chuteiras usadas por Puskas na mesma exposição

 

Luvas do goleiro Marcos, usadas no jogo do penta

 

Voltamos a indicar exposições em que o futebol é o motivo. Se no momento São Paulo apresenta uma melhor performance no campo, o Rio de Janeiro dá de “dez a zero” no que diz respeito às artes plásticas do futebol, com um numero muito maior de exposições.

 

Em São Paulo, entretanto, uma exposição merece destaque:

 

A PATRIA EM CHUTEIRAS

Patrocinada pelo Banco Real, a mostra conta a memória do nosso futebol por meio de objetos, como camisas, chuteiras, luvas, troféus, pôsteres originais que são mostrados ao lado de painéis multimídia, com fotos e imagens de gols e cenas memoráveis, vindos de coleções particulares de jogadores, do Museu Mané Garrincha, do Maracanã, de colecionadores particulares, além de acervos internacionais, como o do National Football Museum, da Inglaterra.

 

Curadoria de Paulo Vinícius Coelho e Sérgio Xavier e do historiador alemão Dr. Wolfgang Degenhardt. A exposição promove a fundação da Associação dos Campeões Mundiais do Brasil (ACMB), que tem como principal finalidade zelar pela memória dos Campeões Mundiais de 58, 62, 70, 94 e 2002.

 

Celebridades como Carlos Alberto Torres, Ruth Cardoso, Zetti, Raí, Dráusio Varella, Chico Buarque, Toquinho, Ana Maria Braga e muitos outros, pintaram bolas de futebol, que serão leiloadas após a mostra e os fundos serão revertidos para a ACMB.

 

A exposição está na Praça de Eventos do Banco Real, na Avenida Paulista, 1374, de domingo a domingo das 10h às 21h (nos dias de jogos da seleção brasileira a exposição o acesso público será fechado uma hora antes da partida e reaberto uma hora após o seu término), até 14 de julho.

 

No Rio de Janeiro entre outras temos:

 

O BRASIL NAS COPAS: OS MUNDIAIS NAS PÁGINAS DO JB

Na Casa Brasil, a mostra apresenta fotos de todas as copas pelos fotógrafos do Jornal do Brasil e CBF, além de objetos históricos do acervo da entidade, como o uniforme usado por Garrincha em 1962 e uma bola do Mundial de 1950.

Av. Paulo de Frontin 568 – Rio Comprido – Rio de Janeiro, de 3ª feira à Domingo, das 12 às 18 horas, Tel.(021) 2156 6700

 

FUTEBOL É COISA DE 11

A Galeria do Lago no Museu da Republica expõe obras de 11 artistas, entre eles, Lula Wanderley, Ana Vitória Mussi, Eduardo Coimbra, Raul Mourão e Walton Hoffmann, que tem o futebol como tema. Curadoria de Adolfo Montejo Navas. Rua do Catete 153 – Catete – Rio de Janeiro, Tel. (021) 2558 6350, de 2ª à 6ª feira, as 11 às 17 horas, sábados, domingos e feriados de 14 às 18 horas, até 30 de julho.

 

DRAMA E EUFORIA O BRASIL BAS COPAS DE 50 E 70

O Arquivo Nacional mostra a participação do Brasil em Campeonatos Mundiais, com cerca de 100 imagens, com destaque para a derrota da Copa de 1950 e a euforia com a conquista do Campeonato em 1970. Praça da República 173 – Centro – Rio de Janeiro, de 2ª à 6ª feira, das 9 às 17 horas, Tel. (021) 3852 7103, até 7 de julho.

 

Como se vê o que não falta são exposições de arte, usando o futebol como tema. Uma ótima deixa para comemorar a vitória do Brasil após o jogo com a Austrália. Vamos torcer!!!



 Escrito por mestres da copa às 12h06 [] [envie esta mensagem]




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