Este blog coletivo é um projeto experimental que vai ser testado no período de 09/06/2006 até 10/07/2007. A idéia é publicar textos, em formato de posts, sobre o Mundial da Alemanha. Esses comentários serão feitos por uma seleção de especialistas de vários segmentos de mercado e áreas do conhecimento, parte deles está no Brasil e outros, ainda, estão no exterior.


Até 2010

Já respiramos 2010, a Copa da África

Por Anderson Gurgel

De São Paulo

 A África sorri para a Copa...

Enfim, a seleção italiana volta ao seu país. Os italianos comemoraram tanto que até brigas e mortes houve. Em todo o mundo fica a esperança de que a glória do título não ofusque o sentimento de justiça quanto ao escândalo. Que a Itália seja um exemplo também fora de campo.

Hoje, ainda, o mundo tenta entender o que aconteceu com Zidane, o porquê de ter manchado uma despedida que tinha tudo para ser perfeita. Para amenizar o gosto amargo, a Fifa conferiu ao jogador francês o título de melhor jogador da competição.

No Brasil, reportagens e publicidades apontam para 2010, onde novamente se levantará o sonho do hexacampeonato.

Quem viver, verá.



 Escrito por mestres da copa às 14h59 [] [envie esta mensagem]






A MELANCÓLICA DESPEDIDA DE UM POETA DO FUTEBOL

 

Por Fabio Cunha

De São Paulo

 

Três vezes o melhor do mundo (1998, 2000 e 2003), três participações em Copa do Mundo, campeão mundial em 1998, campeão europeu em 2000, duas vezes campeão das Copas das Confederações, inúmeros títulos por clubes e agora o melhor jogador da Copa do Mundo de 2006. Ironia ou não, estamos falando de Zidane, que se despediu com uma agressão que pode ser definida como ridícula e inexplicável.

O francês foi ofendido pelo zagueiro italiano, mas atitudes como essa acontecem a todo o momento dentro de campo, é de se estranhar a reação do craque da Copa.

Essa atitude não vai apagar os feitos de sua brilhante carreira, mas ficará uma pequena mancha em seu curriculum.

Numa Copa do Mundo que não teve quase nenhum destaque individual, Zidane esteve muito acima da média dos demais. A calma com que atou, a forma com que conduz a partida, parece que flutua dentro do campo. O seu toque refinado, sua visão de jogo e seus dribles certeiros, ou seja, Zidane apresenta um futebol objetivo e vistoso, mesmo sem estar no auge da sua forma física. Mostrou que um jogador pode ser eficiente se tiver vontade de vencer.

A única ressalva que faço é que gostaria de ter visto Zidane se despedir não dessa maneira, mas sim levantando a taça de campeão mais uma vez.

O futebol mundial está mais triste. No futebol de hoje, de poucos craques, perdemos mais um poeta.

Não tive oportunidade de ver craques do passado atuarem como Pelé, Ademir da Guia, Gerson, Rivellino, Zizinho, Friedenreich, Didi e tantos outros, só para falar dos brasileiros, mas posso dizer as gerações que virão, que vi Zinedine Zidane atuar.

Enfim, Zizou... obrigado pelos momentos maravilhosos que nos proporcionou.

 



 Escrito por mestres da copa às 10h26 [] [envie esta mensagem]






Itália ganha mas Brasil garante a festa

Por Sandra Mezzalira Gomes
De Berlim

Andar pelas ruas de Berlim antes da final deste domingo dava a impressão de que o 18° Torneio Mundial de Futebol estava começando: fãs de várias seleções, independente se classificadas ou não (como a Turquia), desfilavam com camisetas e bandeiras. Mas na hora do jogo, a verdade vinha a tona e os torcedores tinham de escolher entre França e Itália. A última fez melhor, especialmente após a expulsão de Zidane, que levou franceses às lágrimas e, os que estavam contra, à alegria. A hora que o apito final soou, no entanto, na Fan Meile de Berlim, a maior de todas desta Copa do Mundo, quem tomou conta foram os brasileiros! Foi quase surreal conferir os "gringos" aprendendo e gritando "Zizu, vai ...." ou ainda, perceber que nem o DJ oficial aguentou tanto o pique quanto a "bateria brasileira", que fez todas as torcidas cairem no samba até amanhecer.
Os brasileiros no local não cansavam de comentar "imagine como isto seria se nós fossemos os campeões". Muitos ressaltavam que dois países saíram vencedores: a Alemanha, pela festa maravilhosa, e o Brasil, por ter sido a única torcida que manteve a alegria e a dança até o último momento.
Fato é que, se nossa seleção não mostrou em campo o que o Brasil é capaz, a torcida garantiu a fama de um povo alegre e amistoso, causando admiração de vários estrangeiros no local. A Copa da Cultura fez ainda mais, divulgou um pouco da nossa produção artística para o mundo. E ainda, os investimentos na "marca Brasil", com cartazes fazendo propaganda da caipirinha, café, frutas, destinos turísticos e outros produtos, espalhados por toda a cidade, asseguraram o slogan "O Brasil é mais do que futebol". Mesmo sem o hexacampeonato, ninguém pode dizer que o país tropical saiu perdedor desta Copa da Alemanha. Ao contrário.


 Escrito por mestres da copa às 07h02 [] [envie esta mensagem]






Crônica - Parte1

Eficiência italiana em tempo de crise

 

Anderson Gurgel

De São Paulo

 

 

Canavaro, capitão italiano recebe a taça:

que a Itália seja referência também fora do campo

 

Com o término da Copa da Alemanha, uma nova estrela brilha, é a quarta da Itália. Se o Brasil é pentacampeão mundial isolado, a Itália conquista agora o seu tetracampeonato, distanciando-se também dos demais campeões mundiais. De forma mágica, característica típica do futebol, a seleção italiana retomou um momento parado no tempo e resgatou o sonho do título, da mesma forma que o perdeu há 12 anos, nos Estados Unidos. Naquela ocasião, a seleção brasileira ganhou da italiana nos pênaltis, após a perda de um pênalti por Roberto Baggio. Ontem, na última cobrança, o jogador Grosso cumpriu seu papel e entrou para a história.

 

A vitória italiana sobre a França, depois de 90 minutos com um empate em 1 a 1, adia o sonho do bicampeonato da equipe capitaneada pelo genial e esquentado Zinedine Zidane. O craque, que foi um dos grandes nomes desse Mundial, chamuscou o encerramento de sua carreira, ao agredir um jogador italiano e ao ser expulso nos trinta minutos complementares. Se não fosse o ocorrido, o resultado poderia ter sido outro, já que a equipe vice-campeã mostrava mais combatividade no jogo.

 

De qualquer forma, o resultado final, depois de 64 jogos, com a vitória italiana e epílogo amargo de um gênio, como é Zidane, coroa uma Copa do Mundo de muitas prorrogações, definições por pênaltis e resultados magros. No mundo globalizado do início do século XXI, um dos maiores ícones é o futebol-espetáculo, mas os jogos se tornam cada vez menos espetaculares. Resolvido em detalhes, em jogadas de bolas paradas.

 

De forma surpreendente, o futebol retoma uma velha lição: se o esporte mais amado do mundo se aproxima cada vez mais dos negócios, do sério, por outro lado, o resultado desse mundial gera um grande deslocamento desse “mundo real”. Quem poderia prever, antes da competição, que o grupo italiano, que saiu do seu país no meio de um escândalo sobre manipulação dos jogos, poderia alcançar tamanho feito?

 

A Copa da Alemanha, o auge da intersecção do mundo dos negócios com o mundo do lúdico, descola o jogo do campo do outro jogado nos gabinetes de empresas, entidades e tribunais. E, com isso, premia até jogadores que, ao voltar ao seu país terão de explicar o envolvimento no escândalo de corrupção esportiva. A expectativa é que, após toda a comemoração, os italianos dêem outro show e façam justiça, punindo todos os que de ser punidos.



 Escrito por mestres da copa às 00h14 [] [envie esta mensagem]






Crônica

Eficiência italiana em tempo de crise

 

Anderson Gurgel

De São Paulo

 

Vendo o resultado do Mundial sobre uma perspectiva ainda maior, o saldo final dessa 18ª Copa do Mundo é que, entre ganhadores e perdedores, todos aprenderam grandes lições. E terão muitos desafios pela frente, na continuidade do trabalho tanto no campo esportivo quanto dos negócios. Um exemplo disso é que, além da Itália, a Alemanha também comemora muito o fim da competição. Graças ao povo germânico, a Copa do Mundo foi um show.

 

Dos estádios à infra-estrutura, passando pelo turismo e pelo entretenimento, esse Mundial vai ficar marcado pelo profissionalismo e pelo entusiasmo. Os investimentos feitos na competição foram enormes, somente nos espetaculares estádios foram aplicados 1,4 bilhões de euros. Outros bilhões foram injetados em uma série de outras frentes econômicas, aumentando o turismo naquele país. Entre os legados que os anfitriões esperam alcançar está a conquista de um lugar entre os cinco maiores destinos turísticos mundiais. Isso significaria um crescimento de 7% no fluxo atual, chegando aos 25 bilhões de euros.

 

A Copa do Mundo de 2006 eterniza-se também como a mais midiática de todas. Na prática, foi um verdadeiro “big brother”, mostrando os jogos por ângulos nunca antes vistos, como até cenas dos vestiários antes da competição. Como resultado, ainda preliminar, essa Copa já bate recordes de audiência global, com um aumento de mais de 20% no interesse dos telespectadores. E, com isso, as estimativas apontam que a edição alemã pode alcançar uma audiência acumulada de mais de 44 bilhões de pessoas em todo o mundo, extrapolando em 9% o resultado da edição anterior. Além da TV, jornais, rádios, Internet e celular geraram um superexposição de jogos e jogadores como nunca antes visto.

 

Talvez isso tudo ajude a entender um pouco melhor o fiasco da seleção brasileira. Superfavorita antes da competição, a equipe formada por alguns dos maiores craques do futebol no mundo não teve um minuto de sossego. Tudo o que aconteceu da pré-temporada até a queda vergonhosa para a França, nas quartas-de-final era midiatizável. Do sobrepeso do jogador Ronaldo às brigas entre membros da equipe, das namoradas dos atletas ao tipo de comida que eles ingeriam, tudo foi tema de reportagens. Contraditoriamente, a superexposição da equipe canarinho não ajudou a entender o fiasco que foi a sua participação no mundial. Taí um desafio para os estudiosos do jornalismo: para onde caminha a cobertura esportiva?

 

O término da Copa da Alemanha, por fim, não tirará o futebol do grande centro de interesse das mídias e dos torcedores, por conseqüência. Para o Brasil, tão próximo da Itália quanto da França, culturalmente falando, a Copa da Alemanha deixa uma lição sobre a importância da necessidade do planejar todos os cenários, da importância da liderança e do espírito de equipe. Não soubemos lidar com esses fatores, e fomos taxados de “a grande decepção do Mundial”. Contudo, se começarmos esse trabalho agora dá para “sobrar em campo” novamente muito antes de 2010 e conquistar, no continente africano, o sonhado hexacampeonato. Enquanto isso, vale comer uma pizza e comemorar com os italianos, a vitória em campo, pois fora dele o futebol campeão do mundo vai ter muito que explicar nos próximos dias.



 Escrito por mestres da copa às 00h13 [] [envie esta mensagem]






Reflexão

Um projeto para o futebol

Por Domingos D´Angelo Junior

De São Paulo

 

O caminho para retomar a taça, em 2010

O futebol brasileiro vive um momento de grandes vitórias dentro de campo, mas enfrenta sérias dificuldades em sua administração.

 

Muitas críticas são feitas, mas poucas propostas concretas são apresentadas para mudarmos o jogo/modelo.

 

O atual modelo do nosso futebol é exportador de craques, com reposições adequadas, mas até quando este modelo valerá?

 

Seria preciso repensar a forma de dirigir esse dito “esporte das multidões” em suas instancias superiores. Nossa pretensão é apresentar uma proposta de mudança relativa a uma faceta importante, à forma como o futebol vem sendo dirigido.

 

A forma que entendemos deva ser encarado esse desafio, deve ser iniciada, com a análise das relações existentes entre os dirigentes, que deveriam ser muito diferentes das atuais.

 

Na sua quase totalidade os chamado “cartolas” se enfrentam como torcedores, muitas vezes através da imprensa, gerando uma “rixa” que dificulta as relações entre as entidades/clubes que representam.

 

Nessa condição as desconfianças são assumidas por todos, sempre na expectativa que ao menor descuido, pode-se ser “passado para trás”.

 

Em oportuno e recente artigo o Professor e Historiador Boris Fausto, analisa com muita propriedade esse modelo sob o prisma do torcedor e propôs: “É preciso virar o jogo”!

 

Na verdade os nossos dirigentes do futebol deveriam se unir, para em conjunto tentar “virar o jogo”.

 

Atualmente os clubes ficam na dependência, muitas vezes até econômica, dos dirigentes da Confederação Brasileira e Federações, que se tornaram ricas e mandam e desmandam no futebol. Por que se criou essa situação?

 

O antigo ditado “dividir para reinar” se aplica de forma admirável no meio futebolístico. Os clubes “se dividem” e essas entidades “reinam”.

 

Esperar que o “ponta pé inicial” desse novo modelo, seja dado pelas nossas autoridades do governo é “sonhar acordado”.

 

Se unidos, os clubes, certamente poderiam obter melhores resultados em sua gestão externa, como por exemplo:

 

-obter do governo financiamento para a melhoria da infra-estrutura (transporte, estádios e segurança);

-acabar com a “farra do boi” das seleções;

-ajustar a legislação para a nova realidade;

-adequar o calendário;

-diminuir as taxas das confederações e federações;

-combater a pirataria com maior eficácia;

-aumentar a arrecadação com as transmissões de TV e incluindo o rádio;

- criar programas conjuntos para a melhoria da qualificação de dirigentes;

- promover o futebol brasileiro internacionalmente, através dos clubes.

 

Essa nova forma de atuar poderia ser obtida através das entidades já existentes, como o Sindicato dos Clubes ou Clube dos 13, para a análise e debates de temas, visando estabelecer/criar mecanismos que identifiquem lideranças, que possam atuar em conjunto, com transparência e seriedade.

 

Mas o essencial é o respeito mútuo e as confianças recíprocas, sem o que nada se obterá. Essa nova relação certamente estabelecerá uma credibilidade que permitirá um aumento de investimentos privados no futebol brasileiro. 



 Escrito por mestres da copa às 23h56 [] [envie esta mensagem]






Reflexão - Parte2

Um projeto para o futebol

Por Domingos D´Angelo Junior

De São Paulo

Deveriam os nossos dirigentes se unir e buscar um novo relacionamento que fortalecesse as entidades que representam, aumentando a freqüência de torcedores nos estádios. E por mais contraditório que possa parecer, os concorrentes precisam estar fortes, para que um campeonato possa ser rentável.

 

Com certeza nossos dirigentes não têm essa visão, preferindo, dentro da sua paixão clubística, que o concorrente se enfraqueça, esquecendo o futebol como negócio.

 

A avaliação da gestão dos clubes deve considerar não só os resultados obtidos dentro de campo, mas também: resultados financeiros, freqüência de torcedores nos jogos, vendas e rentabilidade dos produtos licenciados e patrocínios.

 

No livro “Futebol em Dois Tempos”, o autor Hélio Sussekind de forma muito feliz aborda a necessidade do ídolo, que hoje estão todos em clubes do exterior:

“Os clubes são instituições-mito que não têm uma face, mas muitas. São justamente estas faces que envelhecem, sofrem, morrem, nascem, gritam, cantam, sorriem. É por isso que o torcedor precisa do ídolo com quem se identifica. O clube é o princípio de tudo, mas é o jogador que oferece a possibilidade de identificação.”

 

Com a união dos clubes poderíamos passar a exportar o nosso futebol e não os jogadores, como já estão fazendo os grandes clubes europeus.

 

Como muito bem abordou o cronista Roberto Pompeu de Toledo, parece que o famoso complexo de “vira latas” identificado por Nelson Rodrigues, está de volta. Agora no que diz respeito à venda de nossos craques para o exterior, sempre por valores muito menores em relação a jogadores da Europa.

 

Na medida em que a maior rede de TV do Brasil domina as transmissões dos campeonatos brasileiros de futebol, outras redes se voltam a campeonatos europeus, acarretando um interesse aos clubes estrangeiros na população.

 

Chegamos ao ponto de um grande jornal, no final de semana, com uma rodada do Brasileirão, dedicar toda a primeira página de seu caderno de esportes aos campeonatos da Espanha, Itália e França. Onde vai parar isto?

 

É muito comum, principalmente na mídia TV, a propaganda se vangloriando em mostrar os campeonatos europeus, em razão dos clubes contarem com muito jogadores brasileiros. Até guias são publicados dos referidos campeonatos. Chega-se ao cúmulo de destacar que a venda de jogadores é uma glória para os clubes que mais exportam atletas...

 

Afinal qual o modelo que desejamos para o nosso futebol, exportador de craques ou uma revitalização do mercado interno?

 

Não seria muito mais justo ou mais fácil vender nosso campeonato para o exterior, com os nossos craques aqui. Conscientes que vivemos uma era da globalização e sem que essa proposta seja encarada uma xenofobia de nossa parte, propomos:

 

É preciso virar o jogo!

Como?

 

Criando um projeto para o futebol brasileiro, iniciando-se com uma nova forma dos dirigentes dos clubes se relacionarem. 



 Escrito por mestres da copa às 23h53 [] [envie esta mensagem]






COMPARATIVO ENTRE TORCEDORES DA COPA DO MUNDO E DO FUTEBOL BRASILEIRO

 

Por Fabio Cunha

De São Paulo

 

Ocorreram poucas ocorrências envolvendo torcedores durante a Copa do Mundo, mas em todas as ocorrências tinham torcedores ingleses envolvidos. O controle da polícia foi bem feito, mas isso retrata o perfil e o comportamento do torcedor inglês.

A polícia alemã montou um aparato de segurança enorme para evitar os conflitos, contou com a colaboração da polícia inglesa que identificou e proibiu muitos torcedores de deixarem o país para viajarem até a Alemanha.

Como disse, alguns conseguiram viajar até a Copa e cometeram atos de vandalismo. As conseqüências não foram tão grandes, pois a atuação repressiva da polícia foi imediata. Centenas foram presos.

Dentro dos estádios o convívio foi pacífico e cordial. Não ocorreu nenhum incidente grave ou que fosse relevante. O controle dentro dos estádios também foi muito efetivo.

A mistura das torcidas pode ser utilizada como motivo para a falta de brigas, mas não podemos deixar de lembrar que o torcedor que vai ao estádio durante uma Copa do Mundo não tem o mesmo perfil do torcedor que acompanha o Campeonato Brasileiro, a Taça Libertadores da América ou os torneios regionais, isso se tratando de Brasil.

O torcedor brasileiro que vai ao estádio é um torcedor, em sua maioria, que possui um nível cultural, educacional e social muito abaixo do torcedor de Copa do Mundo.

O torcedor de Copa é mais um turista do que um apaixonado pelo esporte. Vemos muitos torcedores que aproveitam o evento como uma celebração ou uma festa, nem entendem muito de futebol.

Portanto, os dois tipos de torcedores são completamente diferentes.

As medidas de segurança adotadas durante a Copa, em sua maioria, não podem ser aplicadas no Brasil, pois são medidas que se implementam num grande evento de curta duração, como uma Olimpíada.

Apesar da excelente ação da polícia alemã no controle das torcidas, não teve praticamente nenhuma medida inovadora e que deveria ser adotada de imediato no futebol brasileiro.

Talvez o controle e monitoramento dos torcedores violentos, proibidos de viajar nos dias de jogos fosse a atitude mais viável de ser adotada no futebol brasileiro.

Os maiores problemas da violência das torcidas no Brasil são a impunidade e a educação. Se os torcedores violentos fossem punidos exemplarmente, essa atitude coibiria as ações violentas. Se resolvêssemos alguns problemas sociais e melhorássemos o nível educacional da população, também diminuiria os atos de vandalismo. Essas medidas não acabariam com a violência, mas a diminuiriam com certeza.

 



 Escrito por mestres da copa às 19h38 [] [envie esta mensagem]






Italia é tetra

Seleção italiana vence a francesa nos pênaltis

Por Anderson Gurgel

De São Paulo

Falta uma estrela nesse brasão...

Em 1994, na primeira vez da História das Copas, a disputa pelo título foi nos pênaltis. Naquela ocasião, o Brasil venceu a Itália, após uma cobrança pra fora de Roberto Baggio.

Doze anos depois, a seleção italiana se viu novamente às portas do tetracampeonato, também em cobranças extra-jogo. Como numa volta ao tempo, a Itália retomou o sonho do quarto título. E, dessa vez, o alcançou.

Em meio ao seu momento de vergonha com os escândalos de manipulação com resultados dos jogos, a Itália explode de alegria. Que o sentimento de alegria não ofusque o outro, de indignação, para o bem do futebol.



 Escrito por mestres da copa às 19h08 [] [envie esta mensagem]






O palco do espetáculo - Parte1

O Estádio da Final

Por Eduardo de Castro Mello

De Sâo Paulo

 

Imagem superior do Estádio de Berlim (Fotos: Divulgação)

Estádio de Berlim reformado para ser palco da final

 Outra imagem do estádio

Desde o início desta Copa tenho tido a oportunidade de publicar neste espaço alguns comentários sobre os estádios que a Alemanha preparou para sediar a mais importante competição de futebol que se realiza a cada quatro anos.

Deixei intencionalmente o Estádio Olímpico de Berlim para o fim da fila uma vez que será o local de encerramento da competição. Estima-se que em torno de um bilhão de pessoas estarão assistindo pela TV a decisão entre Itália e França.

Este simbólico estádio, originalmente foi projetado pelo arquiteto Werner March e historicamente é considerado como o mais importante da Europa, em função da época em que foi projetado e construído (1933 a 1936) tem para mim uma ligação muito especial.

Lá foram realizados os Jogos Olímpicos de 1936 e meu pai Icaro de Castro Mello atleta da equipe brasileira representou nosso Pais na modalidade de Salto em Altura. Não ganhou medalha  mas ficou entre os 15 maiores atletas do mundo em sua modalidade. Desde pequeno sempre ouvia com muita curiosidade as histórias que ele me contava sobre sua emoção ao entrar na pista daquele estádio enorme, para quem era acostumado a competir em pistas como o do antigo Esporte Clube Germânia, hoje Pinheiros aqui de São Paulo ou na do Fluminense no Rio de Janeiro. São inúmeras as fotos que ele guardou desta competição e hoje estão em meu poder após seu falecimento em 1986. Em varias destas fotos está presente ao seu lado o velocista americano Jesse Owens que ganhou quatro medalhas de ouro naquela competição.

A reconstrução do estádio, com o projeto do escritório alemão GMP e um custo de 242 milhões de Euros, teve início no final de 2000. e teve de ser conduzida com o maior cuidado por ser tombado pelo patrimônio histórico.

O novo estádio comporta camarotes executivos VIP e Sky, cadeiras cativas, uma mega loja do Hertha BSC, instalações aquecidas no subsolo (incluindo pista de corrida de 110m e salto à distância) e estacionamento para cerca de 700 vagas no subsolo.



 Escrito por mestres da copa às 14h59 [] [envie esta mensagem]






O palco do espetáculo - Parte 2

O Estádio da Final

Por Eduardo de Castro Mello

De São Paulo

O projeto de reconstrução foi inicialmente destinado a aperfeiçoar a funcionalidade e o conforto do espectador. Praticamente todos os 74.200 assentos são cobertos, sendo que anteriormente, quando da realização da Copa de 1974, apenas 27.000 eram protegidos das intempéries.

O novo telhado oval, como antes interrompido pelo Marathon Gate, é um contraste delicado com a estrutura robusta das históricas esculturas tectônicas.

O projeto foi pautado pela necessidade de não haver intervenção no aspecto externo da edificação e por este motivo foi composto por materiais leves, sustentados por uma estrutura esbelta sem elementos que se destacassem acima da fachada original e mantendo uma harmonia com as estruturas existente.

A cobertura, com duas superfícies é semelhante a um grande “pastel”, para usar um exemplo prático. Ambas as faces, interna e externa, são compostas por uma membrana tencionada de PTFE (tecido especial de fibra de vidro) sendo o “recheio” a estrutura leve das vigas metálicas em balanço que são sustentadas por uma cadeia de 20 vigas mestras alternando-se pela galeria e apoiada em 132 pilares de aço.

Estes pilares acabaram sendo uma solução polêmica por estarem situados no meio das arquibancadas, constituindo-se em obstáculos visuais para grande parte do público. Fatores econômicos e as restrições construtivas, tanto estruturais de apôio quanto de preservação das características originais do estádio, levaram os arquitetos e engenheiros a optarem por esta solução.

Esta fantástica edificação com a cobertura pode ser considerada como uma coroa de glória de um partido arquitetônico que incorpora passado, presente e futuro, sintetiza de forma teatral o perfeito trabalho desenvolvido pelas equipes de projetos tanto de adaptação de estádios existentes como de construção das novas casas de espetáculos.

Oxalá um dia haja a oportunidade de realizar algo semelhante!

Escrever sobre este tema neste clima de Copa do Mundo já foi um bom começo.

Obrigado a todos que leram as mensagens e até uma nova oportunidade.

Eduardo. 



 Escrito por mestres da copa às 14h58 [] [envie esta mensagem]






Balanço cultural

COPA DO MUNDO, FUTEBOL E CULTURA

 

Por Domingos Antonio D’Angelo Junior

De São Paulo

 

Se no campo a bola não correu para o Brasil como podia se esperar, nesta Copa do Mundo, no que diz respeito à cultura da bola, não temos nada a reclamar. Os analistas estão descobrindo 150 mil motivos pelo vexame: escalação errada, tática errada, peso errado, falta de renovação, etc., etc., quando é tão fácil achar a razão, como disse Nelson Rodrigues: “Quem ganha e perde as partidas é a alma”.

 

Diversas exposições ocorreram pelo País, com a mostra de excelentes obras, com pinturas, vídeos, esculturas e fotografias, em que a arte se dedica ao futebol. Tivemos inúmeras “Bolas de Prata” e duas “Bolas de Ouro”.

 

A primeira “Bola de Ouro”, vai para o Centro Cultural Banco do Brasil do Rio de Janeiro que se uniu ao Instituto Goethe para criar a exposição FUTEBOL – DESENHO SOBRE FUNDO VERDE. Além da mostra o catálogo publicado é uma obra de arte que merece estar em toda biblioteca.

 

A segunda “Bola de Ouro” fica para a exposição patrocinada pelo Banco Real, A PATRIA EM CHUTEIRAS. O evento também promove a fundação da Associação dos Campeões Mundiais do Brasil (ACMB), que tem como principal finalidade zelar pela memória dos Campeões Mundiais de 58, 62, 70, 94 e 2002, (e eu que esperava colocar 2006...).

 

Naquilo que diz respeito a revistas tivemos excelentes publicações com números especiais dedicados ao futebol. A “Bola de Ouro” fica para a revista RAIZ, com a matéria de 12 páginas, de Diogo Monteiro: POR QUE O FUTEBOL? As razões do futebol (ou como explicar o que sinto quando me abraço aos prantos com um total desconhecido).

 

Foram também publicados excelentes Guias para a Copa do Mundo. Tivemos o GUIA OFICIAL da RMC Editor, GUIA DA COPA 2006 da Placar, GUIA LANCE! COPA’06 e COPA’06 – WW.TRIVELA.COM. Neste segmento muito difícil escolher a “Bola de Ouro”, como disse anteriormente, comprei todos...

 

Mas a verdadeira “festa” para os malucos por futebol, ficou com a publicação até agora, de 75 livros, neste ano de Copa do Mundo. No primeiro post listei alguns livros que foram publicados e tratam da copa do mundo ou da seleção brasileira. Nos livros temos também dificuldade em escolher a “Bola de Ouro”, porque são muitas as obras que a merecem, listaríamos no mínimo 10 de ótimo nível, mas vamos ficar com TODOS OS JOGOS DO BRASIL, recém publicado, sem nenhuma divulgação.

 

O livro TODOS OS JOGOS DO BRASIL, escrito por Ivan Soter, André Fontenelle, Mario Levi Schwartz, Dennis Woods e Valmir Storti, da Editora Abril/Placar, em 616 páginas, tem a história dos 789 jogos da Seleção Brasileira, de 1914 a março de 2006, com fichas técnicas e as escalações das equipes. Em cada jogo tem um comentário e chega a minúcia de indicar os minutos da partida em que cada gol foi marcado. Ao final apresenta uma relação de todos os jogadores que defenderam a seleção, com o ano de estréia, numero de jogos e gols. Um obra para ninguém botar defeito, a não ser o preço: R$150.

 

Enfim é esperar por 2010 na expectativa que o futebol no campo se comporte de forma que justifique sua posição de pentacampeão e desejar que as letras do futebol sigam diminuindo ainda mais o preconceito que ainda se tem, ou você caro leitor nunca entrou numa livraria e pediu algum título dedicado ao futebol e recebeu um olhar do vendedor, que te fez sentir que acabara de sair de uma caverna, todo sujo e com a chuteira cheia de barro...



 Escrito por mestres da copa às 14h55 [] [envie esta mensagem]






Estádio da semi

Quem disse que não dá?

 

Por Eduardo de Castro Mello

De São Paulo

 

Imagem externa do estádio de Stuttgart (Fotos: Divulgação DZT)

 

Imagem superior do estádio da semi

 

Portugal e Alemanha encerraram ontem sua participação neste Mundial de Futebol e fizeram um bom jogo, vencido pelo time da casa. A festa final, além de eternizar a alegria dos alemães, ajudou a ver um pouco mais de um belíssimo estádio. Sem dúvida, o mundo viu mais que um jogo, viu a beleza do Gottlieb Daimler Stadium, de Stuttgart.

 

A principal característica deste estádio com capacidade de 52.000 lugares durante a Copa e que logo salta a vista é a sua espetacular cobertura em cabos de aço e membranas tencionadas que cobre toda a área das arquibancadas.

 

Este estádio em sua versão original data de 1933 projetado pelo arquiteto Paul Bonatz e nos anos 50 já sofreu uma pequena ampliação.

 

Para a Copa de 1974 o estádio que era conhecido como Neckar Stadium, recebeu uma nova arquibancada principal e o placar eletrônico.

 

Em 1986 foi usado para o Campeonato Europeu de Atletismo e nesta ocasião seu placar foi substituído pelo primeiro telão com vídeo em cores colocado em estádios.

 

Em 1993, por ocasião do Campeonato Mundial de Atletismo, foi implantada a cobertura a que me referi no início, com 34.000m2 e projetada pelo engenheiro estrutural Schlaich Bergmann. Além da cobertura, todos as arquibancadas foram adaptadas para colocação de cadeiras individuais e os projetores para iluminação do campo foram substituídos por equipamentos modernos e mais eficientes.

 

Em 2001 a arquibancada principal foi novamente ampliada com um novo lance para 5.600 lugares e uma área com 44 camarotes e 1.500 locais VIP e infra-estrutura de serviços, com ligação através de uma ponte a um prédio anexo para estacionamento com 885 veículos.

 

Para a esta Copa novas intervenções, com um custo de 51,3 milhões de euros,  foram realizadas a partir de 2004 e finalizadas no fim de 2005, portanto seis meses antes do início da competição e foram os seguintes os trabalhos realizados:

 

-Reconstrução do ultimo lance de arquibancada superior le construção de mais um lance de arquibancada no lado oposto a arquibancada principal;

 

-Modernização das bilheterias e do sistema de venda dos ingressos;

 

-Modernização do sistema de iluminação do campo de jogo;

 

-Implantação de circuito fechado de vídeo para monitorização de segurança;

 

-Troca de todas as instalações sanitárias;

 

-Instalação do maior telão existente na Europa com uma superfície de vídeo de 230 m2.

 

Estas intervenções provaram que com determinação, conhecimento e recursos financeiros é possível transformar um estádio construído em 1933 em uma moderna instalação esportiva servido de exemplo pra os futuros paises candidatos a sediar uma Copa Mundial.



 Escrito por mestres da copa às 14h47 [] [envie esta mensagem]






Último fim de semana da Copa com muita festa

Por Sandra Mezzalira Gomes
De Berlim

A última partida do 18° Torneio Mundial de Futebol será realizada às 21 horas de hoje quando a França enfrenta a Itália no Estádio Olímpico em Berlim. A Alemanha garantiu a terceira colocação ao vencer Portugal ontem, por 3 a 1. A torcida comemorou até altas horas da madrugada e os jogadores estiveram hoje, domingo, na Fan Fest para agradecer o apoio. Tanto o saguão da Casa das Culturas do Mundo, a Fan Fest e a mini arena Adidas estavam lotados, com a maioria visivelmente torcendo para a Alemanha. Na mini arena, a sensação era quase de se estar realmente no estádio pela quantidade de bandeiras e gritos de guerra da torcida. Mais uma bela festa deste campeonato.
O colombiano Juanes, famoso pela canção "La camisa negra", garantiu o bom astral antes da partida da Alemanha contra Portugal, se apresentando por volta das 18 horas no local, em frente ao Parlamento alemão (Reichstag). O show integra sua turnê internacional na qual está interpretando músicas do último CD "Mi Sangre". Na platéia, as variadas bandeiras mostravam a diversidade de nacionalidades. O cantor, que demonstra nas letras sua preocupação com a paz e confraternização, insistiu várias vezes para o público se sentir "como um único país já que falamos diferentes línguas mas somos todos iguais". Num estilo mesclando rock, reggae, música popular e latina, tocou por cerca de uma hora e meia para uma platéia que dançou, cantou, aplaudiu e interagiu. "É um prazer gigante estar aqui em Berlim está noite", admitiu Juanes. Nem a chuva, que começou na segunda canção do "bis", atrapalhou. Se alguns "fugiram" da parte aberta do mini estádio, a maioria ficou para ver o espetáculo até o fim, se protegendo da água como podia, com guarda-chuvas, bandeiras e blusas.
Após a partida, às 23 horas, foi a vez da cantora brasileira Elba Ramalho mostrar sua boa forma na Casa das Culturas do Mundo (Haus der Kulturen der Welt), que abriu o concerto com „Sandália de Prata" e deu um dos espetáculos mais agitados desta Copa da Cultura. "Parabéns aos alemães pela vitória", lembrou a artista. "Chão de Giz", "Xote das Meninas", "Bate Coração", „Banho de Cheiro", "Ai, que saudade d’ocê" foram algumas das várias músicas do show.
Antes de interpretar "De volta pro meu aconchego", Elba perguntou quem estava com saudades do Brasil e emocionou a platéia, que cantou junto. Com mais de 50 anos, Elba demonstrou muita energia e fôlego, se movimentando praticamente o tempo todo das quase duas horas de show, contando ainda com um casal de dançarinos que participaram em vários momentos. Seu repertório trouxe um pouco da produção nordestina como baião, maracatu, xote, frevo, pastoril, caboclinhos e forrós.
Interagindo o tempo todo com a platéia, se deixou fotografar com várias pessoas enquanto cantava, permitiu que alguns casais do público dançassem no palco e até quando uma garota começou a jogar capoeira com Elba, ela demostrou conhecimento no assunto e arriscou um pouco do movimento mas depois, comentou: "Quando capoeirista se encontra, já quer dar ‘pernada’. Mas com este meu salto e minha saia, ia ser um desastre".
Foi possível conferir ainda seu talento no violão e na percussão, tocando triângulo e atabaque. Para quem não sabe, ela começou a carreira tocando bateria no conjunto "As Brasas", formado somente por mulheres em 1968, de acordo com seu website oficial.




 Escrito por mestres da copa às 11h16 [] [envie esta mensagem]






Tempestade cancela festa, mas não estraga clima da Copa

Por SANDRA MEZZALIRA GOMES
De Berlim

"Football for a better World. From Germany to South Africa" (Futebol por um mundo melhor. Da Alemanha para a África do Sul). Este era o slogan do evento que seria realizado nesta sexta-feira, dois dias antes da final em Berlim, em frente ao Portão de Brandenburgo, encerrando este 18° Torneio Mundial de Futebol e já de olho no 19° Campeonato, em 2010, na África do Sul.
Ivete Sangalo era uma das atrações esperadas na Fan Meile de Berlim, ao lado de Xavier Naidoo und Wir sind Helden, Die Fantastischen Vier, Youssou N'Dour (Senegal), Freshly Ground (África do Sul) e Sean Paul (Jamaica) numa festa de confraternização entre Alemanha, África e o mundo.
A tempestade que começou por volta das 17 horas, acabou com a festa, programada para às 18. Durante quase duas horas, choveu forte com direito a muitos relâmpagos e trovoadas. Estava então registrando a exposição „Tropicália" na Casa das Culturas do Mundo (Haus der Kulturen der Welt), onde mais tarde Naná Vasconcelos, nascido em Recife, mostrou seu trabalho com percussão e jazz.
Tinha me credenciado para o show do inglês James Blunt, que deveria começar às 18:15, na Mini-arena Adidas. Ao andar o trecho de alguns metros, não apenas fiquei ensopada como tive até medo já que lembrava de uma tempestade em 2001 em Berlim, que deixou muitos estragos e até mortos. Vivi um dos momentos mais angustiantes ao caminhar com dificuldade sob a enxurrada, com o vento virando e quebrando meu guarda-chuva, tentando proteger meu equipamento e rezando para o vendaval não piorar.
Quando finalmente cheguei à porta da mini-arena, o rapaz me avisou que a entrada está suspensa e só „São Pedro" sabia se haveria ou não o concerto. Sugeriu então que eu caminhasse até a entrada do Parlamento (Reichstag), onde avistava uma multidão aglomerada para se abrigar contra a água.
Sem escolhas, andei mais alguns metros para me juntar ao povo e, ao subir a escadaria de um dos prédios mais importantes do governo alemão, mais uma cena surreal para minha coleção: um sanfoneiro com chapéu da seleção alemã animava os "refugiados da chuva" com canções populares como "Que será, será, whatever will be", "La cucaracha", "My Bonnie is over the ocean", além de várias músicas alemãs bem estilo "Oktoberfest". Uma verdadeira festa ali, embaixo da tempestade, arrancando aplausos e risos de pessoas das mais variadas nacionalidades "vítimas" do tempo naquele momento, mostrando mais uma vez como a vida é mais fácil quando se encara com humor. Os mais animados cantaram e dançaram, outros fotografaram, fato é que, quando a chuva diminuiu, todo mundo pode voltar a rotina com a alma lavada.
O show de Blunt foi realizado com atraso, quase 21:30, mas valeu a pena. Não conhecia muito bem o trabalho deste inglês que começou a cômpor quando entrou para o exército e presenciou a guerra no Kosovo. O evento oficial para mostrar e pedir a fraternidade entre os povos não aconteceu. Mas ficou ali, na festa improvisada em frente do Reichstag, uma prova de que esta confraternização existe sim, só depende de cada um.



 Escrito por mestres da copa às 22h41 [] [envie esta mensagem]




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